Porque nascer faz parte de todos, mas em especial de cada um

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Quem Somos

Na Direcção
 

Ana Cristina Pinto Torres - Nasci em 1964, sou casada e mãe a tempo inteiro de onze maravilhosos filhos, o último nascido há dois meses, em casa e na água rodeado de muito amor. Fundadora e presidente da anterior direcção da HumPar. Considero-me uma autêntica Engenheira de Formação Humana, tal como milhares de mães espalhadas por esse país fora. A cesariana da minha 7ª filha em Setembro de 2000, fez nascer em mim muitas dúvidas e levantar questões a respeito da forma como se nasce em Portugal. Após mais de 4 anos de investigação aprendi que o modo como e com quem nos preparamos pode fazer muita diferença naquele que é chamado o milagre da vida, o nascimento. Daí o meu marido e eu sonhamos e projectamos a HumPar, pois entendemos que fazia falta uma associação nacional que representasse os interesses das mulheres na área da gravidez e parto. Com a ajuda de pessoas igualmente empenhadas depois de uma gestação de nove meses nasceu oficialmente a HumPar. A maternidade tem sido algo muito edificante e gratificante. O facto de muitos me interrogarem sobre questões relacionadas com a minha experiência, enquanto mãe e mulher, de gostar de comunicar e de ajudar, fez com aliasse à minha experiência o desejo de aprender mais e manter-me actualizada.


Lúcia Leite - Enfermeira Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica desde 1990. Presidente da Comissão de Especialidade em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica da Ordem dos Enfermeiros 2004-2007. Actualmente a exercer funções de Enfermeira Especialista no Hospital S. Sebastião, EPE em Santa Maria da Feira. Mãe de 3 filhos e defensora do direito da mulher a vivenciar cada nascimento como um acontecimento único e uma experiência positiva na sua vida. Candidato-me a vice-presidente da HumPar porque reconheço a importância do trabalho desta organização na promoção, afirmação e defesa do direito da mulher portuguesa a um parto humanizado. Também porque sendo esta uma direcção que se propõe a integrar as várias perspectivas profissionais pode contribuir para mobilizar a sociedade portuguesa para soluções de consenso, respeitando o espaço de actuação de cada um, que facilitem a mudança profunda que a assistência à gravidez e ao nascimento deve sofrer nos próximos anos no nosso país.


Marta Lima
-
Nasci em 1975, sou Antropóloga Social e Cultural e mãe da Melissa (Junho de 2007). Vivo em Matosinhos e decidi fazer uma pausa no trabalho para poder estabelecer uma relação afectiva sólida com a minha filha. Quando engravidei, desde o primeiro momento que, para mim, era bastante claro que o hospital não era o local apropriado para o meu ritual de passagem; queria que este momento transformador fosse partilhado apenas por pessoas íntimas e queria ser cuidada por alguém que me fizesse sentir especial e me fizesse acreditar no meu corpo e na sua capacidade para dar à luz. A procura de um profissional de saúde que satisfizesse o meu plano de parto não foi fácil... descobrir a HumPar foi fundamental... conheci a Aleksandra, a doula, que por sua vez me apresentou a Mary, a parteira... que experiência memorável! Durante todo este processo de descoberta sobre a humanização do parto ouvi várias histórias violentas de partos que deixaram marcas físicas e psicológicas nas mulheres e outras histórias que, embora apresentadas como partos bem sucedidos, soavam-me a violação. Onde se escondem as feministas no momento do parto? É para melhor poder pôr em prática toda uma outra quantidade de ideias e projectos que decidi juntar-me a esta equipa da HumPar.


Cathy Besson
, nascida em 1973, francesa, investigadora científica no domínio da ecofisiologia vegetal, casada, mãe de dois filhos, uma rapariga de 4 anos e de um menino de seis meses. A minha primeira experiência com um parto tipicamente hospitalar deixou-me traumatizada - embora considerado um parto "normal" pela equipa médica. Durante a minha segunda gravidez decidí que as coisas teriam de ser diferentes e através de pesquisas que realizei encontrei a  Associação Doulas de Portugal e a HumPar. Graças ao que aprendí pude realizar um parto domiciliário maravilhoso com todo o carinho, amor e com o apoio do meu marido e da minha filha, bem como da minha fantástica Doula e da minha sábia e experiente parteira. O meu bébé nasceu no sossego da minha casa, só com pessoas carinhosas à sua volta, e uma mãe relaxada, confiante e feliz. Eu gostava que o parto hospitalar evoluisse em Portugal, para poder transmitir mais alegria e felicidade aos pais, assim como mais sossego e ternura aos bébés que acabam de atravessar a prova diffícil do parto. Eu apaixonei-me pelos objectivos da HumPar e por todas estas razões decidi juntar-me a esta causa dando o meu apoio, e ajudando as futuras mães de forma a terem experiências de parto tão felizes como a minha.


Mary Zwart – 62 anos, parteira independente nascida na Holanda e actualmente a viver em Portugal. Graduei-me na Escola de Parteiras de Amesterdão em 1969. Recebi o meu treino como enfermeira no Hospital Académico de Leiden. Depois de muito viajar, desempenhei a profissão de parteira a nível privado desde 1973 e 1996, após o que me envolvi em diversos movimentos de mudança no nascimento na Europa do leste e Rússia. Desde 2000 participo no movimento de humanização do nascimento no Brasil. Fundadora da Escola Europeia Perinatal. Sou membro da European Network of Consumers and Childbirth Educators e da Coalition for Improving Maternity Services. Adoro ensinar a arte de parteira a nível internacional e desejo voltar a exercer a prática como parteira. Tenho uma filha de 30 anos e quatro filhos do meu marido. Sou activista internacional pelo modelo holistico e cuidado perinatal. Tenho como hobbie coleccionar objectos relacionados com a minha profissão. Acredito que a HumPar é a via privilegiada para que a humanização seja uma realidade em Portugal.


Andreia Antunes - Sou Obstetra e Ginecologista, Licenciei-me em Medicina na Universidade Nova de Lisboa e fiz o meu internato em Ginecologia e Obstetrícia nos Hospitais da Universidade de Coimbra. Actualmente sou Assistente de Ginecologia e Obstetrícia no Hospital De Santo André EPE, Leiria, dedico-me também à actividade privada no âmbito da consulta de Ginecologia e Obstetrícia. Tenho formação em emergência médica pelo INEM e uma pós graduação em Sexologia Clínica pela Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. O meu compromisso com a HumPar nasce da minha necessidade enquanto técnica, de adequar os meus cuidados, colaborando no envolvimento responsabilizado do casal em todo o processo de gravidez, parto e pós parto. Tenho consciência que o desenvolvimento tecnológico tende a mecanizar-nos o gesto, a rotina a banalizar atitudes. Para contrariar esta tendência, precisámos de "agitadores da consciência", sejam a Cristina e o Américo Torres (fundadores e mentores da HumPar), seja cada "casal grávido" que incessantemente nos recorde que cada um é especial, nascer é mágico, sagrado, único, um acto de amor...É também pensando nas minhas filhas Inês e Carolina e em todos futuros Pais que abraço o projecto HumPar, e porque quero participar e ter voz na Humanização do Parto em Portugal.


Carla Silveira - 35 anos, mãe da Maria com 4 anos. Curso superior de comunicação e jornalismo. Actualmente trabalho com yoga, dou aulas a adultos e a grávidas. Tornei-me doula depois de um duro processo de tentar encontrar explicação para o parto da Maria (que nasceu de uma cesariana desnecessária) e encontrei esta minha vocação. Neste último ano e meio em que me tornei doula acompanhei 14 nascimentos. Formada de doula pela Associação Doulas de Portugal, fiz formação como educadora perinatal com o GAMA (Grupo de Apoio à Maternidade Activa). Faço parte desta direcção com empenho, determinação e a convicção de que a mudança do mundo começa nas nossas mudanças internas e no que estas nossas mudanças podem provocar à nossa volta. Humanizar o Nascimento para mim é trazer os princípios do Cuidado, do Respeito e do Amor para o topo das “intervenções” absolutamente necessárias a qualquer nascimento, a qualquer vida.



Secretário-geral
 

Américo Pinto Torres, nascido em 1961, casado, com formação superior na área dos seguros e contabilidade, ex-halterofilista de alta competição, empresário e esposo da Ana Cristina, portanto, também pai desses miúdos todos. Acompanhei minha esposa de perto em cada uma das suas gravidezes e partos e foi, sem dúvida, o parto de nossa filha Jaredynne e o conhecimento da 8ª gravidez que catalisaram este projecto chamado HumPar. Como homem, tenho a firme convicção de que cada pai deve assumir a paternidade com a mesma intensidade com que as mulheres o fazem em relação à maternidade. A respeito da gravidez em si, gosto de citar o prestigiado psicólogo português Eduardo Sá que afirma: “Durante a gravidez da mulher o pai também engravida...”. Como homens não podemos fechar os olhos e fazer de conta que a gravidez e o parto não são nosso problema. Um homem que ama sua companheira e seus filhos deve ir mais além. Contamos também com a força dos homens nesta causa tão nobre.
 


Nas Áreas de Coordenação
(Ver Áreas de Coordenação)


Enfermagem

António Manuel Rodrigues Ferreira, nascido em 1963, casado, Enfermeiro Especialista em Saúde Materna e Obstétrica, a trabalhar no Bloco de Partos de uma Maternidade Central e como Professor convidado no Instituto Superior Jean Piaget de Viseu na Escola Superior de Saúde. Mestrado em Ciências da Enfermagem, Pós-graduação em Pedagogia da Saúde, Pós-graduação em Administração de Serviços de Saúde, Formação de Formador, Formação/Formador em Aleitamento Materno. Abracei sem reservas o projecto da HumPar porque acredito na mulher, no ser humano e suas competências, para além de acreditar que sendo o nascimento um momento único na vida de cada um, temos a obrigação de proporcionar à família o envolvimento com todo esse momento de prazer sempre numa perspectiva de segurança.

Amamentação

Cristina Leite Pincho, nascida em 1968viúva, mãe de cinco filhos, moderadora da La Leche League (LLL), instrutora de massagem para bebés, doula, professora e formada em Acção Social. Desde 1996 trabalho com projectos pioneiros (em Portugal) relacionados com a maternidade e 1ª infância. Os projectos e iniciativas em que me tenho envolvido têm em comum o grande respeito que demonstram pelo bebé/criança, pela mãe e por toda a família, ao mesmo tempo que promovem todo o potencial das mães, ajudando a que cada mulher descubra as suas capacidades para gerir áreas como gravidez, parto, aleitamento materno e  a forma de se relacionar com os seus filhos. Assim, e em sequência de todo um percurso que a vida me tem oferecido e por uma absoluta afinidade com este projecto, surge a possibilidade de colaborar com a HumPar na área do aleitamento materno. Os estudos mostram que uma participação alerta e activa por parte da mãe durante o parto é uma ajuda para que o aleitamento materno tenha um bom começo. A melhor forma de se atingir este objectivo é com a humanização do parto.

Medicina


Ricardo Herbert Jones, nascido em 1959, casado, pai de 2 filhos. Ginecologista, Obstetra e Homeopata. Formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1985. Formado em nível de pós-graduação em Homeopatia pela Sociedade Gaúcha de Homeopatia em 1994. Membro do Colegiado Nacional da ReHuNa – Rede pela Humanização do Parto e Nascimento – e Membro do Conselho Consultivo da ReHuNa. Conselheiro Médico da ANDO - Associação Nacional de Doulas. Representante do CIMS – Coalition for Improving Maternity Services (Coligação para a Melhoria dos Serviços de Maternidade) para o Brasil e América Latina. Escreveu em 2004 o livro "Memórias do Homem de Vidro - Reminiscências de um Obstetra Humanista", onde aborda os alicerces do projecto de humanização do nascimento sob a ótica de um médico em processo de transformação.  Conselheiro, médico voluntário e Vice-presidente da Liga Homeopática do Rio Grande do Sul actuando desde 1992. Reconhecido conferencista sobre humanização do nascimento no Brasil e no exterior, já tendo realizado conferências em Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Sorocaba, Botucatu, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador e Recife no Brasil; em Oaxaca e Oaxtepec no México; Buenos Aires, na Argentina; Arlington, Eugene, New Jersey, Akron, e em Cleveland, nos Estados Unidos (a convite do departamento de antropologia da Case Western Reserve University) e  Montevidéu, no Uruguay.


Sociologia

Aleksandra Berg, nascida em 1976 em Varsóvia, Antropóloga da Cultura especializada em Antropologia da Saúde. Ainda durante os estudos integrei a equipa do European Environment Centre, em Varsóvia, ONG dedicada à sensibilização ambiental a nível europeu. Em 2001, numa parceria com a associação Quercus, viajo para Portugal e desenvolvo o projecto de voluntariado europeu "Pensam que é por milagre - Usos da Natureza na Cultura Popular das Beiras”. Fui bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) no projecto de investigação "Vivências de Saúde e Bem-Estar" na Universidade Aberta, que incidiu sobre os hábitos de vida e suas implicações na saúde. Nos últimos anos frequentei diversas acções de formação na área das medicinas complementares. Em 2004 nasce a minha primeira filha e, por motivos pessoais e profissionais, desenvolvo uma intensa investigação sobre a temática da gravidez e parto. Daí parti para um projecto financiado pela Comissão Europeia, do qual resultaram um CD-ROM e uma página Internet, dirigidos a jovens, sobre partos naturais, medicinas complementares e agricultura biológica. Agora abraço também a HumPar com grande alegria e esperança. Conhecendo a situação no meu país natal, onde a realidade dos partos mudou graças a uma organização congénere, e sabendo por experiência própria como dar à luz pode ser maravilhoso e gratificante, quero aceitar o desafio desta associação para promover a mudança que me parece tão urgente em Portugal.

Relações Públicas


Patrícia Monteiro
, nascida em 1975, casada, doula e técnica de relações públicas. Sempre senti um enorme fascínio e um profundo respeito pela gravidez e maternidade. Devido a este meu fascínio e à vontade crescente de engravidar, inicio uma procura de informação sobre esta temática e descubro o poder e a capacidade inata que cada mulher tem para dar à luz. Poder contribuir para que cada mulher vivencie de forma mais positiva a gestação, o nascimento e a maternidade; e poder contribuir para alterar a realidade existente em Portugal, aproximando-a cada vez mais das recomendações da O.M.S., levaram-me a abraçar este projecto maravilhoso, a
HumPar .

Marketing


Ana Sousa, nascida em 1972, mãe de uma menina de 2 anos e grávida de 5 meses de outra menina. Actualmente, desempenho funções de Técnica de Marketing. Apesar de ter uma personalidade inconformada, despertei para as questões da humanização, seja do parto ou outras, quando fui mãe pela 1ª vez. O facto de ter tido a minha filha num Hospital “de 5 estrelas”, não me fez sentir segura nem privilegiada, pois em momento algum fui informada dos “procedimentos normais para o parto” que me foram instituídos, nem questionada sobre a minha vontade. A verdade é que eu também fiquei convencida que aqueles profissionais saberiam o melhor para mim e para o meu bebé. Após a administração da epidural, senti que me tinha rendido e entregue o meu corpo para “outros” mais competentes do eu trazerem o filho que carreguei na minha barriga. Não tive uma dor, mas também não senti nada, nem o cheiro da minha filha acabada de nascer, levada para limpar, pesar, etc. Depois disto, não vou sequer imaginar outro parto destes, que para a maioria das pessoas que conheço foi “uma hora pequenina” e um “parto abençoado”. Eu quero sentir, participar e sei que o meu corpo é capaz de o fazer. É neste princípio que vou educar as minhas filhas, informá-las e dar-lhe a possibilidade de escolher. Revi na HumPar o espírito que reúne este sentimento de mudança, para um mundo melhor.
 

Consultores

Conselheira Especialista de Educação para o Nascimento
                         
Barbara Harper. Presidente e fundadora da Waterbirth International. Sou uma apaixonada por tudo o que se refere a nascimento de bebes. Tenho-me sentado ao lado da cama (ou ao lado da banheira) com centenas e centenas e centenas de mulheres, segurando suas mãos, limpando suas testas, respirando com elas e estando lá com elas, fitando os os olhos dos bebés, dando conta do seu olhar pela primeira vez.  Tem sido e sempre será uma honra e um privilégio para mim apoiar este espaço para mulheres com o objectivo que elas sintam o poder a paixão de terem filhos.

 

Nas Delegações Distritais (Ver contactos dos Delegados Distritais)


Sónia Rocha, nascida em 1980, casada e mãe de dois filhos, enfermeira desde 1997, Curso de Especialização em Saúde Pública pela Faculdade de Medicina do Porto, Curso de Formação de Inicial de Formadores em 2006, e futura parteira – termino a formação em Junho 2007.
A maternidade foi sempre a minha grande paixão e o meu principal objectivo de vida, pari os meus filhos no hospital, sendo ambos uma experiência única e positiva na minha vida, no entanto muito longe do que eu sempre desejei e idealizei, para mim e para eles. Para mim o hospital é uma segunda casa e talvez por isso a minha adaptação ao ambiente se encontrasse facilitada, no entanto acredito que sendo o ambiente hospitalar desconhecido para a maioria das mulheres, é muito difícil que seja um elemento facilitador do trabalho de parto. É emergente que os profissionais deixem de “fazer partos” e deixem a “mulher parir”.

Fiquei muito feliz em tomar conhecimento que muito mais pessoas se preocupam com este assunto e que a dimensão deste associativismo em prol desta causa é já de uma dimensão considerável. O meu sonho como futura parteira é o de poder contribuir para que um maior número de mães tenham um parto como idealizou, que mais crianças nasçam de forma mais natural e que a maternidade / paternidade seja vivida de forma plena e saudável. Por tudo isto, estou com a HumPar.
 

Adriana Menezes, nascida em 1976, casada, Engenheira Informática, mãe de 5 filhos a tempo inteiro e nos tempos livres exerço a minha actividade de informática. Os partos foram para mim experiências de amor marcantes. Ao longo destes anos tenho ouvido testemunhos preocupantes, mulheres que não querem ter mais filhos ou vivem gravidezes posteriores em ansiedade, porque, a sua experiência de parto, foi traumatizante. Estes são sinais de alerta para todos nós e para a forma como, em Portugal, a gravidez e parto são acompanhados. Acredito na HumPar e espero que este projecto  floresça na sociedade portuguesa porque numa sociedade humanizada a gravidez e parto são vividos com respeito e amor.


Cláudia Pinheiro, nascida em 1965, casada e mãe de três filhas, Arquitecta, Formadora e terapeuta de Massagem Biodinâmica, dirigindo a actividade inclusivamente a crianças, bebés e grávidas. Foi com a experiência de ser mãe pela 1ª vez que comecei a trocar a procura da beleza exterior pela elevação da beleza interior do ser humano. Sou fascinada pelo projecto HumPar como um passo fundamental para relembrar as pessoas, um conjunto de questões relacionadas com o parto e “esquecidas” no nosso tempo. A humanização do parto não vai contra a evolução da medicina, apenas pretende chegar mais além, oferecendo ao casal a hipótese de o realizar num ambiente acolhedor e íntimo, com o objectivo de devolver esse momento único à unidade entre mãe e bebé, e de lhes permitir o espaço de seguirem os impulsos e ritmos naturais dos seus corpos.
 

Bárbara Yu Belo, nasci em 1975 e vivo em Matosinhos. Arquitecta. Sou Mãe do Vasco, que nasceu em Outubro de 2003 e do André, que nasceu em Novembro de 2005. Na minha opinião, todo período de gestação, o parto, bem como os primeiros meses após o seu nascimento, são primordiais para o estabelecimento de um vínculo afectivo sólido entre o bebé e os seus pais. Quanto mais forte for esta relação, mais equilibrada será a estrutura base para o seu desenvolvimento como ser humano. Do mesmo modo, acredito todas as mulheres têm direito a vivenciar o parto como uma experiência positiva, como um momento de realização pessoal, por forma a que esse precioso momento (e todos os que dele advêm) seja vivido com toda a tranquilidade e plenitude. Acredito que a HumPar é o veículo privilegiado para a mudança.


Magda Costa, 26 anos, mãe desde 2004 do Francisco, Doula e instrutora de Massagem Infantil por devoção, Gestora de Marketing por formação. Porque o nascimento é um momento mágico e único, deve ser respeitado. A única forma de fazê-lo, é dando liberdade de escolha à mulher, é dignificá-la e respeitar a sua individualidade. Como delegada da
HumPar e como Doula, acredito que todos temos de contribuir para que este respeito se instale na nossa sociedade e na nossa cultura. O verdadeiro respeito não depende apenas das escolhas de cada mulher, nem do local do nascimento. O verdadeiro respeito está presente no nosso coração, em cada palavra e em cada atitude.Creio que estamos efectivamente no bom caminho, no caminho da Humanização do Nascimento e da valorização do milagre da vida. Contem comigo!
 

Ariana Fernandes, futura mãe, nascida em 1976, madeirense, solteira, Engª Agrónoma com Pós graduação em Agricultura Biológica, praticante de Yoga desde 1999 e professora de Yoga a partir de Agosto de 2004. Desde muito cedo interessei-me por terapias e métodos holísticos onde o corpo, a mente e espírito se integram como um Todo. No caminho que fui percorrendo, aproveitei as oportunidades que tive para aumentar o meu conhecimento e consciência do Universo, através do Reiki, meditação, retiros, etc. Todos esses caminhos me levam cada vez mais conscientemente à importância de integrar cada acontecimento de uma forma especial e em harmonia com a Mãe Natureza. Quero muito ser mãe mas apesar de ainda não ter sido, fico muito feliz por poder abraçar esta causa tão importante através da HumPar e poder contribuir para que mais crianças experienciem o seu primeiro contacto com o seu futuro mundo da melhor maneira possível, ou seja, envolvidas de carinho, amor e consciência!!!


Cristina Esteves Pires da Silva
, nascida em 1976 e mãe de um rapaz. Sou engenheira civil com grau de mestre em engenharia municipal e doula da Associação Doulas de Portugal. Cada gravidez e parto são momentos únicos e irrepetíveis na vida de cada mulher, é de extrema importância  viver essa experiência da forma mais saudável, intensa e positiva. Ter uma experiência de parto feliz e enriquecedora é um direito de cada mulher. O nascimento de um filho é precioso demais para ser recordado de uma forma menos positiva. Como doula, tem sido uma honra e um prazer acompanhar casais ao longo do período transformador e belo que é a gravidez, o parto e o pós-parto. Parir um filho é fisiológico... então, porquê tantas intervenções médicas desnecessárias? Porque se vê o nascimento em Portugal como algo patológico que necessita de ser intervencionado? Porquê parir em posições que dificultam a descida e nascimento do bebé? É urgente mudar a forma como acontece a maioria dos nascimentos em Portugal, como membro da
HumPar quero contribuir para esta mudança, na devolução do protagonismo à mulher no parto, para que a mulher possa assumir o seu verdadeiro papel, seja respeitada em toda a sua plenitude e as crianças possam nascer em privacidade, intimidade e amor.

 

Vânia Maria Gomes, natural do Recife, Brasil, casada e mãe de uma menina. Advogada de profissão, com uma vasta experiência no direito civil e do trabalho, tive oportunidade de trabalhar junto de comunidades desfavorecidas. Actualmente exerço a advocacia em Portugal nas diferentes áreas do direito Português. Desde a chegada a Portugal e consequência da actividade do marido, levou a que me interessasse pela áreas da maternidade, nomeadamente com o papel da mulher no protagonismo do nascimento do seu filho e no papel da mulher como nutriz do seu próprio filho. Neste sentido, houve como que um processo de encanto e de responsabilidade pessoal no desenvolver de actividades que devolvam o verdadeiro lugar da mulher no seu papel social. A HumPar surge como uma estação obrigatória nesta caminhada pelo ideal atrás referido. A todos um obrigada e contem comigo.


Ana Raposeira, nasci em 1970 e sou mãe de 2 crianças, nascidas em 1999 e 2001. Sou doula e co-fundadora da Associação Doulas de Portugal. A enorme diferença de apoio às minhas escolhas e acesso à informação que tive nos nascimentos das minhas filhas, o primeiro na Alemanha e o segundo em Portugal, desencadeou em mim o desejo de intervir na área da maternidade. Tornou-se cada vez mais clara a necessidade de apoiar mulheres grávidas e casais numa fase da vida tão especial e rica de sensações e sentimentos diversos como é a maternidade/ paternidade. Como doula e como conselheira do Sos-Amamentação, apoio directamente várias famílias. Como membro da HumPar, quero contribuir para que esta grande mudança e abertura aconteça, de modo a que todas as mulheres sejam respeitadas na sua íntegra e que todas as crianças tenham um nascimento repleto de amor, felicidade e respeito!


Susana Oliveira, nascida em 1981, apaixonada pela sua alma gémea e futura mãe. Sou enfermeira, encontro-me a realizar o mestrado de Educação para a Saúde e pretendo tirar a especialidade de Saúde Materna. Sempre fui uma acérrima defensora da mulher e dos direitos da família. Acredito que é preciso apoiar os casais grávidos desde a concepção, passando pelo parto, e continuar no pós-parto, dando-lhes o papel principal. Acredito que é urgente humanizar o parto em Portugal e até voltar às origens das nossas avós que pariam  em casa, na posição que entendiam. Acredito que todas as posições são boas para dar à luz excepto a posição de deitada. O que fazem ao casal num dos momentos mais importantes das suas vida é desumano e antinatural: separam-no e fazem da mulher uma marioneta e do homem um estorvo. Como profissional não quero trabalhar nestes moldes e como pessoa não quero passar por isso. A
HumPar  foi para mim como uma luz ao fundo do túnel, a esperança de realizar o meu grande sonho ajudar mães a parirem de forma natural e a prova de que não sou doida (como tantas vezes me chamaram) pois há muitos mais que pensam como eu. Sei que não podemos mudar o mundo mas se cada um se responsabilizar pelo metro quadrado à sua volta o mundo será melhor. Sei também que mudar formas de pensar e de agir são trabalhos de paciência, persistência e dedicação mas a causa vale a pena. É necessário criar um mundo à medida das mães/pais e nas nossas mãos repousa o dever de o construir, pois nas mãos delas/deles repousa o futuro!


Luísa Condeço, nascida em 1971 e mãe de dois rapazes. Sou doula, co-fundadora da Associação Doulas de Portugal. Desde sempre que a maternidade exerceu sobre mim o seu fascínio mas foi apenas no nascimento do meu primeiro filho que tive consciência da pouca informação que havia no meu país e de como as alternativas ao sistema não existiam. Fiz formação de doula em Londres com o Dr. Michel Odent em 2004. Acredito firmemente que são os sonhos que nos permitem mudar e crescer. Com a
HumPar quero construir no sentido da transformação e do apoio à maternidade.


Ana Isabel Freitas Andrade Nunes dos Santos, nascida em 1967, casada, psicóloga, trabalhei na área da 1ª infância e neste momento sou empresária e mãe orgulhosa dos gémeos André e Diogo. O parto tem muito mais de psicológico do que a maior parte das mulheres supõe. A informação de qualidade e a criação de alternativas humanizadas e seguras farão que o parto volte a ser um verdadeiro acto fisiológico onde o protagonismo principal seja o da mãe, do bebé e da família. Porque humanizar o parto em Portugal é urgente, estou com a HumPar.



Zélia Mateus Évora, nascida em 1969, casada. Administrativa há 15 anos. Desde o nascimento do meu filho, em Fevereiro de 2005, que ele me tem vindo a alargar os horizontes. Decidi dedicar a minha vida à maternidade e aos bebés. Fundei o Clube do Pano, para divulgar os benefícios do uso deste método como “nurturing touch”. Tornei-me instrutora de Massagem infantil do IAIM, moderadora da Diaper Free Baby Organization e estou a fazer formação de Doula com a ADP. Estou com a HumPar, para ajudar no que for possível para que a humanização do parto e da maternidade/paternidade venha a ser uma realidade em Portugal.

 

Teresa Maria Chuva Pereira, nascida em 1974, casada, psicóloga clínica, formadora e fiz a formação de doula em Londres com o Dr. Michel Odent, em Junho de 2006. Desde sempre procurei o lado Humano da Vida e das situações, a par com um amor e um respeito enormes pela Natureza e por tudo o que seja natural. O avanço tecnológico foi desde muito cedo por mim encarado como fascinante e pavoroso (com gratidão e receio), porque com medo de que em detrimento da componente Humana e Inter-Pessoal. A paixão pelo processo Concepção – Gravidez – Parto – Pós Parto teve início há alguns anos, a par com o choque da confirmação de este mesmo processo estar cada vez menos Humanizado e ser cada vez mais tecnocrático. A busca de informação nesta área tornou-se uma necessidade, que se tem vindo a revelar uma das minhas paixões e objectivos de vida: ajudar a recuperar o Parto Humanizado, considerando ser este um assunto que deve interessar a todos, pois todos somos humanos!
 

Ana Teresa Luís, nascida em 1975, união de facto, mãe de uma linda flor de dois anos chamada Margarida. Tenho formação académica em Publicidade e estou a concluir o curso de Psicologia Clínica. Certificada em Hipnose Clínica pela escola britânica LCCH e a concluir o curso Diploma da mesma. Exerço actividades diversificadas com base no bem-estar do Ser Humano nas suas diferentes dimensões. Assim, sou massagista intuitiva e ayurvédica, terapeuta multi-dimensional e terapeuta e professora de Reiki. Também sou contadora de histórias e professora de Português para estrangeiros segundo um método de aprendizagem natural. Os meus passatempos que me deixam mais feliz são dançar e cantar em grupo. As dificuldades que tive com o meu parto por cesariana, a pesquisa que fiz posteriormente sobre o trabalho das doulas e a ida ao maravilhoso congresso da HumPar despertaram em mim a vontade de contribuir para melhorar a satisfação das mães num momento tão maravilhoso, sensível e transformador como é o momento do parto. A redescoberta da importância do parto, quer para os progenitores quer para os bebés e consequentemente para toda a sociedade, levaram-me também a escolher abraçar os objectivos da HumPar, porque um dos meus objectivos de vida é a aprendizagem e a transmissão constante de conhecimentos que nos beneficiem a todos.
 

Ana Sofia Rodrigues, 27 anos mãe de dois filhos, a Inês nascida em 2002 e o Diogo de 2005. Licenciei-me em enfermagem em 1999 tendo terminado no mês de Fevereiro de 2007 o Curso de Especialização em Saúde Materna e Obstétrica. Como mãe e enfermeira, após o período teórico e prático do curso penso que estamos cada vez mais a manipular a natureza e a obrigar todas as mulheres a vivenciarem a maternidade de uma forma única e artificial… no hospital e sem oportunidade de escolha e informação. Fiquei feliz por encontrar em Portugal a solução que no resto do mundo já existe, e espero contribuir para a humanização do parto, fazendo parte do projecto HumPar.
 

Kátia Bueno , sou enfermeira e nasci no Brasil em 1966. Sou casada e tenho três filhos de 11, 9 e 4 anos. Lembro-me de ter dito aos coleguinhas de brincadeiras (aos 8 anos ) que nunca teria bebés, por que doía muito!!!!  Depois disso, mudei de opinião drasticamente.... ainda bem!!!!    Observar a natureza, as pessoas e os mistérios da concepção e do nascimento sempre foram minhas paixões. Na década de 80, vi uma reportagem sobre o método Leboyer e o nascimento no meio aquático...fiquei apaixonada e quis que os meus partos fossem assim, mas devido a medicalização excessiva dos partos, entrei no esquema, que acreditamos ser o mais "normal".Só consegui que minha filha do meio nascesse de maneira diferente, por que fui contra todos... Achei bastante estranho ter que "convencer" as outras pessoas do que para mim era perfeitamente normal: Eu queria decidir, queria ser a protagonista, juntamente com meu bebé, não queria intervenções desnecessárias, queria uma pessoa de minha confiança e estima ao meu lado, queria poder mover-me , entrar na água, .... Por que uma grávida já não pode ser dona de seu corpo? Por que já não tem gostos, e vontades? Por que perde o poder de decisão? Estes temas já andavam a atormentar-me e durante a gravidez de minha filha estive com uma amiga a "estudar", e aprender tudo, para ficar mais segura.  Esta amiga foi minha doula, e foi maravilhoso. Quero poder ajudar a todas grávidas que sentem o chamado da natureza, que seus desejos possam ser realizados, que elas possam voltar a ter o protagonismo, que seus bebés venham ao mundo sem violência, sem medicamentos excessivos... Com amor, e isso já é bastante!! Fiz a formação para doulas da DONA International em Novembro de 2006. De momento, sou mãe a tempo inteiro, e com certeza vou apostar no projecto da HumPar para que a humanização do nascimento em Portugal seja uma realidade concreta e palpável, com a ajuda de todos.
 

 

Paula Barbosa, nascida em 1978, casada, Enfermeira. Trabalho na área da Saúde Comunitária desde 2001 e adoro o desempenho da minha profissão junto das famílias. Sempre gostei muito de crianças, pela sua fragilidade e pelo significado que têm para o futuro dos nossos dias, do mesmo modo que sempre me orgulhei das mulheres por serem "meio mundo, que é mãe do outro meio". Desde logo, às mulheres competem todos os cuidados que se realizam à volta de tudo o que cresce e se desenvolve, praticando um conjunto de cuidados no decurso da evolução histórica da Humanidade, até aos nossos dias. Contudo, também o homem (pai / companheiro tem um papel preponderante na dinâmica familiar. Assim, a prática de cuidados constrói-se, essencialmente, em redor de tudo aquilo que dá vida, que é fecundável e que dá a luz. Acedi ao convite formulado para participar no projecto da HumPar porque, apesar de ainda não ter dado a luz, gostava de ter um papel mais activo no cuidado das famílias que têm essa experiência, socorrendo-me da minha prática como Enfermeira.


Ana Alpande, nasci em 1981 e sou mãe de um  bebé nascido em Outubro de 2006. Sou massagista e estou a terminar a minha formação de doula. Organismos como a 
HumPar e a Associação de Doulas de Portugal, marcaram a diferença a nível do apoio e informação durante a minha gravi-dez, ajudando a que a gravidez e o parto tenham sido os momentos mais profundos e marcantes da minha vida. Por ter tido esta experiência tão rica e consciente, desejo contribuir para que outras mulheres e famílias a possam desfrutar também, chamando a cada mulher a responsabilidade pelo seu corpo e pelos seus filhos de modo a que a escolha seja sempre nossa! Acredito que é através da informação e do exemplo que podemos tornar este mundo melhor e por isso junto-me à HumPar nesta causa, para divulgar, informar e apoiar casais na etapa mais importante da vida humana, o NASCIMENTO. Como diz o Dr. Michel Odent, "Para mudar o mundo é preciso mudar primeiro a forma de nascer." e esta para mim é a motivação mais forte que me leva a abraçar a HumPar!

 

Hugo Alves, nasci em 1973 e sou pai do Elias, um bebé nascido em Outubro de 2006 que, juntamente com a minha mulher Ana Alpande, fazem parte da centelha que me acende o coração. Sou funcionário público, mestre de reiki e amante da natureza. Ao longo da minha gravidez conjunta pude sentir bem fundo que queríamos que o Elias nascesse para que em nós se abrisse uma espécie de portal, onde poderíamos ver o lado da nossa essência primordial, e ao corpo da minha mulher fosse permitido encontrar a força sublime de gerar vida. Para nos preparar para o momento mais forte e profundo da nossa vida recorremos à nossa intuição, à HumPar e à Associação Doulas de  Portugal, estas últimas essenciais em apoio e informação. Por achar que em primeiro lugar se deve abraçar a vida com o nascimento ("uma das etapas mais importantes da vida humana"), sendo responsáveis em consciência pelas decisões do mesmo, intervindo seguros de que o acto é inato e não podemos querer controlar tudo, e em segundo lugar que em parte seria positivo "regressar às origens", junto-me à HumPar no sentido de poder informar, divulgar, esclarecer e partilhar para poder mudar. Claro que toda a experiência que vivi no nosso parto, onde pude ver a Ana como que transcender-se numa entrega sublime ao corpo, onde dançámos e criámos, onde fomos cúmplices, sabendo que nos hospitais a maior parte das vezes não é permitido ao homem a liberdade de movimentos com a sua companheira, nem a participação activa, onde existem atropelos à vontade interior expressa da mulher, me fez pensar o quão bom seria outras pessoas poderem ter um registo semelhante nas suas vidas, que perdure eternamente... positivo, gratificante e maravilhoso, como uma benção!
 

Flávia Serpa Oliveira, nascida em 1976, casada, mãe de uma menina. Fisioterapeuta e Conselheira em Amamentação, a trabalhar na área da saúde da mulher desde 1999 com projectos relacionados com a gravidez, o nascimento, o pós-parto, a amamentação e os primeiros meses de vida do bebé. O meu primeiro contacto com mulheres em trabalho de parto e a parir foi durante um estágio num Hospital Público de referência. Foi uma experiência traumatizante para mim, como mulher. Tenho marcado em minha memória a imagem daquelas mulheres sozinhas, frágeis, presas à uma cama, a seguir os comandos que lhes eram dados e sem terem nenhuma voz activa ou protagonismo no nascimento do seu próprio bebé. A partir daí, passei a questionar o que havia aprendido até então e iniciei um percurso de trabalho e estudo completamente diferente. Quando engravidei fomos em busca de um nascimento natural e respeitado, e após 7 meses sem sucesso, decidimos procurar além-fronteiras. Foi quando descobrimos uma maternidade especial na vizinha Espanha. Foi a experiência mais rica, mais intensa e maravilhosa da minha vida: a total liberdade, o sentir a minha filha a sair de dentro de mim, abraçá-la e trocar um longo e apaixonado olhar. O nascimento de um filho é um momento muito especial e íntimo na vida de um casal e deve ser respeitado para ser vivido na sua plenitude, e é por isto que estou de corpo e alma com a HumPar, a ajudar no que for preciso para que o nascimento humanizado se torne uma realidade e uma prioridade em Portugal.

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