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Comentários da assistência ao

I Congresso Internacional

Humanização do Nascimento,
Amor e Responsabilidade

3, 4 e 5 de Novembro 2006
Instituto Jean Piaget, Almada, Portugal


                       
(ver poster em pdf)

Não posso deixar de agradecer e de igualmente dizer algo sobre o que significou para mim este congresso. Dificilmente consigo fazê-lo sem me emocionar, ainda bem que o escrevo pois certamente se o tivesse de fazer oralmente falhar-me-ia a voz, o que de facto aconteceu durante o congresso como muitos puderam constatar. Não chorava assim desde o nascimento do Joseph, qual era a gratidão que sentia pela vossa presença, quer dos congressistas quer dos oradores, já para não falar da já grande família HumPar que ficou ainda maior e mais rica depois deste evento. É certo que foram muitos meses de trabalho, de sacrifício, de noites em branco mas valeu a pena, especialmente porque o fizemos por e para cada pessoa que lá esteve e viveu intensamente estes três dias, e acima de tudo por cada mãe, bebé e pai que desejamos que venham a usufruir dos frutos deste congresso e doutras actividades que anunciaremos brevemente. Foi com muita alegria que já nos sopraram alguns ventos de mudança o que nos deixa imensamente felizes e com mais vontade de seguirmos determinantemente este caminho a que nos propusemos oficialmente há nove meses atrás,  embora o projecto já existisse em nosso coração há cinco anos. Uma nota muito especial de agradecimento à Margarida Piló que ao conhecer o projecto nos incentivou e foi como que o “motor de arranque” da HumPar.
Neste percurso temos conhecido imensas pessoas maravilhosas, dentro e fora do país, e depois deste congresso ter conhecido pessoalmente tantas com as quais já tinha contactado virtualmente e outras que fiquei a conhecer no momento foi...mais do que posso exprimir em palavras. Sinto no entanto que gostaria que não tivesse sido apenas três dias mas trinta para poder falar individualmente com cada um dos presentes, ouvir vossas motivações, história, como tinham chegado ali e poder-lhes agradecer por vossa presença. Fica aqui o meu humilde agradecimento e sincera amizade, pois fizeram a diferença sem dúvida alguma.
A todos quantos vieram de longe quer para falar quer para ouvir muito obrigado pela vossa dedicação, ajuda, amizade, solidariedade para com o nosso país nesta causa. Terem cá estado e compartilhado vossas experiências e conhecimentos significou muitíssimo para nós.
Embora já tivesse agradecido pessoalmente a todos os voluntários da HumPar, funcionários do Piaget (um elogio para o Ricardo do som e luz que foi além do profissionalismo) e amigos que ajudaram, quer no secretariado, na tradução, no babysitting, obrigado por tudo.
Para a Margarida Piló, a Irene Franco, a Marta Cruz, a Cathy Besson, Patrícia Monteiro, Ricardo Jones, delegados, coordenadores e respectivas famílias apenas posso dizer que sem vocês seria humanamente impossível, e por isso mais do que palavras fica a minha gratidão, amizade e honra por vos ter connosco na frente de batalha.
Não posso deixar de agradecer aos meus dez filhos por nos acompanharem neste percurso, por terem vivido juntamente comigo e o pai este congresso, pelas ideias, opiniões, apoio, ajudando os irmãos mais novos quando estávamos mais atarefados com a proximidade do congresso. Amo-os de todo o meu coração e certamente cada um contribuiu para que existisse hoje a HumPar. Ao meu esposo sempre presente na vida e nesta causa o meu amor e admiração.
PS - Obrigado à Debra, ao Ricardo e Zeza Jones pelas maravilhosas formações que se seguiram, pelos frutos que começaram a produzir através de todos quantos assistiram, para as enfermeiras em especial, que já fizeram a diferença nas unidades onde  trabalham. Parabéns! Continuem em frente.
Ana Cristina Torres – Mãe - Presidente da HumPar
 

Quando me falaram pela primeira vez na possibilidade de organizar este congresso, eu ri-me! Achei que estavam completamente loucos e que, no nosso país e com o tempo de existência da HumPar, isso seria impossível! Mas o casal Torres é assim mesmo - acredita por convicção, acredita de coração e move um mundo inteiro por esta causa. Quem os conhece sabe bem do que estou a falar! Sempre disse e continuo a dizer que os ADMIRO imenso e que os ADORO do fundo do coração. Bem hajam!
Pelo congresso estamos TODOS, mas mesmo TODOS de parabéns: a direcção da HumPar, os delegados, os coordenadores de áreas, os sócios, os palestrantes, os profissionais das diversas áreas, as mães, os pais, as famílias...
Os erros e contratempos aceitáveis pela nossa inexperiência e algum amadorismo, serão a nossa base de trabalho para a organização de futuros eventos deste género - trabalhámos muito, mas aprendemos ainda mais!
Estou absolutamente convicta de que esta porta que se abriu à humanização do nascimento no nosso país não se fechará jamais! Estou também esperançosa que a mensagem tenha passado muito para além daquelas quatro paredes, o que sei que já se começa a fazer sentir em alguns estabelecimentos por onde passam tantas grávidas, mães, pais e bebés, que tanto mais merecem de todos nós - um atendimento digno, respeitado, humanizado que dignifique o momento único e mágico do nascimento e perpetue uma maravilhosa memória dessa vivência! Não é isso que desejamos também para os nossos filhos? É também por eles que temos que fazer ouvir a nossa voz e levá-la a Hospitais, Centros de Saúde, famílias, casas das vizinhas, amigos, Casas de Nascimento (hão-de chegar!), à rua, ao nosso local de trabalho...
Não posso deixar de dizer que, a nível pessoal, este congresso foi absolutamente marcante e primordial, possibilitou-me fazer descobertas interiores que ajudarão a sarar feridas e a olhar em meu redor e para o futuro de forma mais risonha e positiva. Agora sei que as coisas acontecem por alguma razão!
A energia que senti ao longo dos três dias, nunca serei capaz de transmitir por palavras ou por escrito a alguém que não tenha estado presente - a força e beleza das imagens, a doçura e frontalidade das palavras, a emoção dos olhares, o carinho e afecto dos abraços, o amor que se sentia no ar... ficarão com cada um de nós para todo o sempre!
Margarida Piló - Psicóloga - Mãe - Vice-presidente da HumPar


Pois bem... Eu queria fazer alguns comentários sobre o nosso congresso e o que eu vislumbro para o futuro.
Michel Odent costuma comentar que o que ele mais aproveita de congressos é o que ele escuta e conversa nos corredores e na hora do "coffee-break". Eu costumo pensar que o que eu mais tiro de proveitoso é o que sobra de energia. Aquela pulsação diáfana e incorpórea que permeia as sílabas ditas, os abraços de despedida, as palavras de carinho e os sorrisos.
Pois no ano passado eu conversava com Barbara Powers, de Monterrey, exactamente sobre estas questões. Os encontros valem mesmo pelo "quantum" de energização que resta. E o que se viu em Almada foi um parto: o nascimento de um movimento organizado, coeso e forte de defesa das mulheres. Para mim teve o mesmo significado do congresso de Fortaleza no ano 2000, quando criamos a mobilização fundamental para a consolidação da ReHuNa. Lá, como em Almada, os humanistas se encontraram e perceberam que, mesmo havendo divergências e diferenças, havia uma energia que precisava ser canalizada para a construção de um movimento forte pela humanização do nascimento.
Eu senti o mesmo em Portugal.
Percebi as pessoas sequiosas de informação, mesmo quando questões locais (como as questões envolvendo enfermeiras obstetras e doulas) eram tratadas de forma mais espinhosa. Havia uma ideia de que é necessário unir esforços para que nossas ideias possam, de verdade, produzir uma mudança de consciência e paradigmática.
No nosso último dia em Portugal fomos visitar o maior hospital da região, e ficamos muito esperançosos de que modificações muito importantes estão a caminho. Fomos recebidos com gentileza e de forma muito afectiva pelas enfermeiras e pela médica responsável no Serviço de Obstetrícia, o que dificilmente ocorreria em qualquer hospital da minha cidade. A abertura para o diálogo, e o reconhecimento de que a humanização é uma ideia que veio para ficar, são as maiores esperanças (compartilhados com meu amigo Américo) que que Portugal vai dar um salto impressionante nos próximos anos em direcção a uma atenção mais humanizada ao nascimento.
Caminhei no último dia em que estive em Lisboa com o triste gosto da despedida. Olhei para Zeza e perguntei se algum dia viríamos de novo a Portugal, e ela me respondeu sorrindo: É claro. Não consigo me sentir dizendo adeus. Só o que me sai da boca é um 'até breve'.
A
Zeza tem razão (como sempre). Sei que um dia ainda volto a Portugal, para encontrar a humanização mais sólida e realmente ajudando a que todas as crianças possam chegar a este mundo com a marca indelével do carinho, do amor, do respeito e da alegria.
Não sei se conseguiremos repetir um congresso tão emocionante quanto este, mas certamente será mais uma etapa no longo caminho para a dignidade restituída à mulher no seu momento mais sublime.
Espero realmente poder um dia voltar e, de novo, a esta terra abraçar.
Ricardo Herbert Jones - Médico Obstetra e Ginecologista - Conferencista

 

Este primeiro congresso da HumPar não só foi muito bem organizado como contou com a participação de convidados que para nós são, há muito tempo, uma referência de peso na área da investigação e intervenção em gravidez, parto e parentalidade. As comunicações foram excelentes em sua grande maioria, e toda a informação que recebemos foi sempre permeada por um clima afectivo muito particular. Ou seja, foram três dias cheios de (bom) conteúdo, de informação que interessa e de afectos. Foi daqueles (relativamente raros) congressos em que saímos plenos, mas com a sensação de "quero mais". Bom e bonito.
Quanto a sugestões, penso que podemos e devemos pensar em humanização em duas frentes: alternativas a parto hospitalar e parto hospitalar - porque é efectivamente nos hospitais e maternidades que nascem a maioria absoluta das nossas crianças. Penso que se falou pouco sobre isso - quando é justamente aí que as resistências são maiores e um trabalho constante e abrangente pode fazer toda a diferença. As mudanças podem ser também relativamente mais rápidas e efectivas do que a instalação e difusão de um novo modelo (parto domiciliar) no âmbito do nosso sistema de saúde - que também acho fazer todo o sentido. Quem procura parto em casa, já sabe o que quer e com o que conta. Mas nascer bem devia ser para todos, em maternidades, hospitais, clínicas, em partos normais e cesarianas.
Muito trabalho pela frente!
E que venham mais iniciativas! Contem comigo neste trabalho.
Um abraço grande,
Cláudia Beatriz Fonseca - Psicóloga Clínica e Educadora para o Nascimento


Sendo difícil mudar ideias preconcebidas, este congresso, será um marco na mudança para um mundo melhor.
Que a saúde, ânimo e fé no vosso propósito não esmoreça , persistindo em mais eventos. A minha gratidão com um abraço solidário a todos, incluindo a vossa família porque uns mais, outros menos, toda foi mobilizada, até o Joseph com sono meio rabugento, andava de colo em colo sempre de olho na mãe, cansada por tanto se dividir.
Glória Charrua - Parteira
 

Já vos agradeci uma vez e volto a fazê-lo, obrigada pela lufada de ar fresco que trouxeram ao nosso país, obrigada pela determinação, empenho e coragem na construção deste congresso que nos permitiu a todos alargar horizontes. Tenho a certeza que esta iniciativa irá dar frutos a longo prazo, pois as mulheres, mães e pais deste país não podem esperar mais por nascimentos humanizados, não podem esperar mais pelo respeito merecido num dos momentos mais importantes da nossa história social, sexual, emocional e afectiva que é o nascimento de uma criança. Bem hajam!
Luísa Condeço - Doula

Não tive a oportunidade de assistir a este belo evento. Informei-me com uma colega que assistiu. Felicidades e obrigado pelo vosso esforço. Por favor informem-me quando organizem o próximo congresso. Muita saúde e alegria.
Núria - Enfermeira fisioterapeuta (Espanha)

Participei com bastante expectativa e entusiasmo nos 3 dias do Congresso, apenas como mãe (parto hospitalar) e como futura mãe, pois estou com 3 meses de gravidez, na procura de uma alternativa consciente, segura e da minha escolha para o parto deste novo filho. Fiquei, por várias vezes, emocionada com os testemunhos, evidências científicas e filmes exibidos, pois todos eles nos tocam na nossa sensibilidade. Em particular, emocionei-me bastante com a frontalidade como a Cristina Torres falou das suas experiências e da forma tocante e heróica como soube dar a volta e lutou por um sonho, que é de todos nós. Achei que o Congresso foi muito bem organizado e quero dar formalmente os meus sinceros parabéns a todas as pessoas envolvidas, pela forma dedicada e profissional demonstrada. Superou as minhas expectativas e estou certa que esta pedrada no charco deixará as suas marcas para o futuro. Aguardo com igual expectativa e ansiedade o próximo congresso em Portugal. Por tudo isto, bem hajam!
Ana Sousa - Assistente Administrativa

Este primeiro congresso português sobre a humanização do parto foi um evento recheado de emoções fortes e momentos marcantes. Penso que há palavras e imagens que ficarão para sempre na memória de quem por lá passou. Foi um momento para reforçar convicções, descobrir novos caminhos e encontrar afinidades! Um acontecimento destes não pode, com toda a certeza, deixar de ter efeitos na forma como os nascimentos acontecem no nosso país!
Ângela Coelho - Doula, psicóloga e mãe

Tive a oportunidade de participar no Iº Congresso de Humanização do Parto, e senti que não sou a única que sonha com cuidados de saúde personalizados e humanizados. É bem verdade que estamos acostumados às actuais "regras" de cuidados de saúde, mas através do Congresso, todos puderam perceber que esta mudança é possível através de experiências relatadas pelos conceituados conferencistas. Fiquei impressionada com a "Aura" de amor estabelecida entre todos que se deixaram levar por essa energia... Foi mágico, creio que pode ser assim sempre que nos unimos com o mesmo objectivo. Foi emocionante e enriquecedor. Deixo aqui meus mais amorosos cumprimentos à HumPar, e a todas pessoas que participaram e que se deixaram envolver pelo mesmo objectivo, que se resume em amar os outros como a si mesmos.
Com carinho.
Kátia Bueno - Mãe - Enfermeira - Doula
 

Foi com muito agrado que participei no congresso realizado em Almada e sem dúvida que contribuiu para o meu crescimento tanto pessoal como profissional. Sem dúvida que a opinião que a população tem sobre os cuidados prestados a nível hospitalar tem a ver com as vivências de cada um. E estas nem sempre são as mais agradáveis... no entanto quero referir que no meio de alguma situações marcantes tenho muitas outras gratificantes em que a emoção de "dar a luz" é também vivenciada pelos profissionais, num turbilhão de sentimentos agradáveis ... e isso é que me dá pernas para andar.... pois cada mulher/casal que consigo fazer com que tenham uma participação activa no trabalho de parto e parto, independentemente do uso de terapêutica, consigo que estes tenham uma autoconfiança suficiente para que compreendem e saibam quais as etapas a atravessar...
Sem dúvida a participação no congresso sensibilizou-me na divergência de opiniões, mas também que há lugar para todos aqueles que querem ajudar a mulher na forma como quer viver o trabalho de parto e parto!!!!
Só lamento em parte que os Cuidados de Saúde Primários na vigilância da gravidez sejam o que são, lamento que nem todos os profissionais tenham capacidades para responder e satisfazer as necessidades de algumas mulheres, mas lamento ainda mais que o nosso país continue com o deficit de cuidados especializados dirigidos à população tanto a nível hospitalar como no Centro de Saúde devido a carência de recursos humanos. Lamento que se tenha que recorrer a outras mulheres porque nem sempre o apoio que a parturiente "quer" é-lhes proporcionado... mas a confiança e a conquista desta também é possível se a mulher estiver preparada para receber o seu filho pois o profissional de saúde materna tem todas estas competências de ajuda...
Melhores comprimentos...

Teresa Costa - Enfermeira de nível I a terminar neste momento a Especialidade de Saúde Materna e Obstétrica.
 

O congresso da HumPar em Almada foi sem qualquer dúvida um marco importante na história e futuro do parto em Portugal, quer pela sua qualidade cientifica, quer pelas emoções geradas, este congresso abriu um novo caminho que penso ser sem retorno. O facto de ter envolvido profissionais de saúde de várias áreas cientificas, as doulas que começam a ter o seu papel junto das grávidas portuguesas e das próprias mulheres e mães, foi extraordinário, contribuindo certamente para uma abertura de mentalidades e para que a mulher volte a ter "o papel principal" no filme mais importante da sua vida - a maternidade, e principalmente no momento que poderá influenciar todo o desenrolar do filme - o seu parto.
Sónia Rocha - Enfermeira (futura parteira)
 

Abraço uma profissão que amo e sinto-me por isso privilegiada e orgulhosa. Ser Ginecologista e Obstetra é muito mais do que poder partilhar profissionalmente o nascimento, mas sempre senti esse momento como a celebração plena da vida, um mistério insondável, um momento de uma magia e encanto que continua a emocionar-me.
Penso que esse é inquestionavelmente um momento de celebração familiar (mulher-mãe/homem-pai/amor-filho), mas represente também como quase todas as conquistas na vida um desafio cheio de riscos, alguns deles, com desfechos que põe em risco não só a saúde como mesmo a vida. Felizmente o progresso e a investigação fornecem-nos armas cada vez mais poderosas para ultrapassar esses riscos e tornar o nascimento um momento mais seguro.
Duvido que haja algum pai ou alguma mãe, que no momento do nascimento, não tenha como prioridade máxima que o seu filho nasça saudável, tudo o resto é importante, mas esse é sem dúvida o maior objectivo de todos os que estão envolvidos no parto.
Penso que qualquer profissional busca sempre a melhoria na sua forma de trabalhar, embora as motivações possam ser as mais diversas, a busca da "perfeição" é das características humanas que mais nos distingue dos outros reinos animais, não fazemos algo porque sempre assim foi feito, por rotina, mas incessantemente procurámos um modo mais delicado, bonito, satisfatório de viver e daí transformámos por exemplo; o acto de comer para sobreviver dos nossos antecessores pré-históricos, num acontecimento social, diversificado, prazenteiro, festivo, comercial, um irresistível espectáculo de cor, sabor e odor.
Eu também busco melhorar na minha profissão, e sinto a todos os níveis da sociedade que uma das facturas a pagar pelo progresso é a perda de identidade, o relógio anda cada vez mais acelerado e para o acompanhar temos que massificar a "linha de produção", esquecendo-nos frequentemente da arma mais humana, a linguagem.
Na vertente da saúde julgo que o diálogo é o melhor aliado para a Humanização!
Foi com uma enorme curiosidade que me inscrevi neste congresso, ao qual assisti com grande expectativa e assiduamente. Ri e chorei. O mesmo é dizer emocionou-me profundamente, e saí com a forte determinação de juntar o meu braço ao do casal "Fundador" da HumPar. Não posso contudo dizer que a minha voz grita em uníssono com alguns dos discursos que ouvi, porém acredito que todos devemos trabalhar no sentido de dignificar o acto tão especial de trazer filhos ao mundo. Continuem assim determinados mas tentem sempre lutar por um parto seguro e saudável... um abraço caloroso
Andreia Antunes - Ginecologista/Obstetra


Quero agradecer-vos do fundo do coração, a oportunidade que nos deram em podermos assistir a uma coisa tão importante e tão bonita, que foram estes 3 dias de congresso. Pelo vosso esforço e de todas as pessoas envolvidas, um grande OBRIGADO. É mesmo de louvar a vossa iniciativa e força, assim como o amor à vida e a união da vossa família e amigos demonstrada neste esforço de mudar o rumo das coisas no nosso país - é realmente uma grande lição de vida.
Foi muito interessante - aprendi imensas coisas, foi também muito emocionante, fartei-me de chorar e acima de tudo vital para mudar ou começar a mudar mentalidades e comportamentos. Estão mesmo de PARABÉNS. E no que depender de mim, no que poder ajudar, podem sempre contar comigo. Estou grávida já de 35 semana e acho que o congresso veio influenciar de uma forma bastante positiva a ideia que já tinha do parto, e deu-me imensa força para as decisões que de certa maneira já tínhamos tomado. Foi muito importante. A escolha dos congressistas pareceu-me a muito boa, entre histórias de levar às lágrimas, factos históricos e científicos comprovados e experiências muito pessoais, para além das abordagens mais humanas, mais sociais e antropológicas ou mesmo as mais estatísticas, todas contribuíram para um grande esclarecimento, fiquei impressionada com a qualidade de todos. E o final foi lindo!!! Nem vale a pena falar disso, nunca se viu em lado nenhum um congresso acabar com a música dos Beatles. E com um monte de crianças e jovens a nos darem música. Foi mesmo único e muito especial. E acima de tudo acho lindo e maravilhoso pensar que isto tudo nasceu do grande amor que existe entre vocês os dois, que criou um dia um outro ser, fruto desse mesmo amor e depois outro e outro e ainda outro e ....
E que acredita ser possível mudar as coisas. Eu acredito que isto é o início de algo importante que está a mudar a maneira como se pode nascer e por conseguinte novas posturas humanas e seres mais felizes.
Mais uma vez PARABÉNS e muitas felicidades para vocês e para o futuro da HumPar.
Ana Borralho - Actriz, coreógrafa e artista plástica.  

 

Vivemos num mundo onde a abordagem se faz com sucessivos quebrar de barreiras, umas originais, outras pragmáticas e outras conservadoras. O que se assistiu em Almada durante 3 dias foi também um continuo quebrar de barreiras, mas estas muito mais importantes do que qualquer outra porque envolveu a devolução do respeito à mulher, quer na sua condição propriamente dita de mulher, quer na sua condição de mãe. Foram dias inesquecíveis sobretudo pelos depoimentos emocionados de quem vivenciou experiências maravilhosas, para além do facto de ser ter conseguido incomodar consciências que se acreditavam estarem tranquilas.

Tive o grato privilégio de poder partilhar conhecimentos e experiências, tive a grande satisfação de conhecer imensas pessoas maravilhosas que também elas foram enriquecendo a minha identidade, mas fundamentalmente tive o prazer de mais uma vez partilhar da felicidade, entusiasmo, amor e paixão do casal Américo /Cristina.

Este espaço é terrivelmente pequeno para poder expor todo o sentimento resultante deste encontro. Mas não queria deixar de dizer duas coisas que considero, neste momento, importantes: a primeira, é um sentido muito obrigado ao Américo, Cristina e todos aqueles (sem excepção) que conseguiram levantar e fazer andar este projecto (que confesso que no principio me pareceu irrealista de ser concretizado), porque, pela pertinência dos temas apresentados e das abordagens feitas tornaram-se em mais um contributo forte em prol da humanização do nascimento. A segunda, é um sinal de esperança que ficou a pairar no ar e que precisa de ser concretizada. De esperança numa viragem de mentalidades, atitudes, comportamentos, relações e procedimentos em relação à mulher.

Agora Américo, só falta concretizar o sonho, aquele pelo qual também luto, aquele que dará ainda mais sentido às nossas vidas, aquele que preencheu grande parte das nossas conversas, aquele que tem estado sempre presente, aquele…

Muito Obrigado mais uma vez e hoje sinto-me ainda mais feliz e mais completo pela experiência que tive a felicidade de partilhar.

António Ferreira - Enfermeiro obstetra - Coimbra


The congress was a new experience for Portugal and the seed is planted. It will grow into a tree, wonderful to see and a benefit to all.
Mary Zwart - Palestrante e Parteira holandesa
 

Gostava de vos dar os parabéns pelo congresso. Considero que os temas abordados foram todos de grande interesse e o vosso esforço na organização foi (penso eu) notado por todos.
Mas mais importante que tudo isto, a ideia que ficou (pelo menos comigo) é que humanizar é urgente e só faz sentido se for feito com amor, respeito, carinho e dedicação. Vamos continuar a lutar pela humanização! Beijos humanizados.
Raquel Costa - Psicóloga

Para todas as pessoas, segue um singelo resumo do que foi o final de semana de 3 a 5 de Novembro em Portugal.
Alguém aí já se apaixonou? Paixão pura mesmo, daquelas que o coração fica batendo alucinadamente, a gente ri à toa, chora à toa, perde o apetite, ou devora uma caixa inteira de chocolates… Pois é, estar num encontro como o deste final de semana foi pior que isso!  (risos)
Na sexta-feira eu pude compreender porque uma grande amiga minha diz que Naolí Vinaver faz pulsar até os nossos contidos instintos homossexuais. Entendam, eu sou hetero. Mas esta mulher é um fenómeno. Ela subiu ao palco para sua apresentação com uma típica roupa mexicana, toda branca. Não tinha slide show passando na tela, mas definitivamente ELA não precisava. Ela é um show. Ela anda, murmura, grita, geme, respira, sorri, olha… tudo, profundamente.
A vontade que dá é mudar para o México e parir com ela. Como não dá pra fazer isso, por hora, eu pelo menos raptei ela para jantar.
AnaCris, não sofra muito, mas ela foi no meu carro, do meu ladinho, conversando, rindo e contando caso. Foi TÃO agradável que eu quase consigo esquecer o restaurante vegetariano em que acabamos jantando por uma força alheia a nossa vontade. Mas, vamos pular essa parte…
No sábado a estrela da vez foi Robbie Davis-Floyd que fez com que a plateia toda ficasse por quase duas horas ligadíssima no que ela estava falando. Chegamos a lamentar quando terminou. Ela foi aplaudida em pé por uns 5 minutos. Melania agora está convencida de que seu próximo doutorado será em Antropologia. E eu finalmente compreendi meu amor e meu ódio por alguns símbolos e rituais.
Talvez eu me renda também à uma análise.
Se tivesse que eleger o melhor dia, seria seguramente o domingo. Acho que o clima de "despedida" contribuiu para deixar as pessoas com as emoções mais afloradas. Penso que talvez vocês não possam entender, mas aqui não é o Brasil… e, nesta cultura, uma postura mais contida do que a nossa é bastante valorizada.
Mas no domingo as emoções estavam evidentes. Olhávamos uns para os outros sempre rindo ou chorando. Muitos abraços. Muitos apertos de mão. Muita gente que antes só observava de longe passou a participar activamente. E, o mundo real imitou o virtual. Foi uma tarde polémica, com tensão palpável… e justamente por isso, foi extremamente atraente, excitante e nos deu a certeza que o encontro era um êxito total!
As pessoas saíram do armário. As perguntas foram feitas e respondidas. Houve o atrito, a ebulição, e por alguns minutos a discórdia. Aquilo que estava nos dias anteriores sendo murmurado ao pé do ouvido ganhou voz ao microfone, e isso foi extremamente positivo!
Para não esticar muito o assunto, o que rolou foi que depois da palestra das doulas Carla Guiomar e Debra Pascali-Bonaro, quando foi aberto ao público alguns minutos para perguntas, algumas enfermeiras obstetras e parteiras se fizeram pronunciar. E o tom era mais ou menos assim: "Se tivermos condições ideais de trabalho, se pudermos trabalhar como realmente desejamos, dando o atendimento para o qual temos vocação, as mulheres não precisam de doulas." Vejam bem, essa opinião não era unânime, mas a esmagadora maioria das enfermeiras que estavam ali presentes (e não eram poucas!) viam na figura da doula uma RIVAL. Claro que elas enxergavam a distância que havia entre suas formações profissionais, mas elas estavam ali em protesto desejando dizer às mães que elas não as TROCASSEM por doulas, porque elas eram mais apropriadas para acompanhá-las.
Uma das enfermeiras que se pronunciou teve a infelicidade de dizer que em seus 30 anos de assistência ao parto, na maior maternidade de Portugal, atendendo milhares de partos, possivelmente somente um ou dois não tinham sido humanizados, e mesmo assim estas excepções teriam sido por motivo de força maior.
Bom, eu prefiro MIL vezes esse tipo de guerra declarada do que a falsa indiferença aliada a um silencioso preconceito. Por isso aplaudi cada uma das intervenções e acho que TODAS foram válidas.
Até as equivocadas, porque foram úteis para abrir espaço para novos esclarecimentos.
Não dá para contar tudo que foi dito, mas vou puxar sardinha para o lado da minha hóspede: Leila. Depois que enfermeiras e doulas trocaram réplicas e tréplicas, que
também mães se pronunciaram, e que o clima ainda estava na base do "nós" versus "elas", Leila pediu a palavra.
Gente, sinceramente, foi fabuloso. Leila se apresentou dizendo que era médica obstetra, o que fez com que TODOS os rostos se voltassem com enorme respeito porque aqui, até mais que no Brasil, o "doutor" ocupa um lugar sagrado, meio de
adoração mesmo. E então ela disse, com palavras melhores que as minhas, mas em síntese, o seguinte: "Doulas não querem ocupar o lugar das enfermeiras ou parteiras. Doulas não querem fazer o parto. Mas, parteiras e enfermeiras também não fazem parto. Médicos também não fazem parto. Quem faz o parto É A MULHER! O nosso papel, de todos nós que desejamos a humanização do nascimento, é devolver o protagonismo à MULHER!"  Gente, daí foi uma salva de palmas sem fim… por parte de doulas, de mães, de enfermeiras, de pais… foi lindo, lindo! Chorei horrores!
Para vocês terem uma noção, segundos depois, uma obstetra portuguesa saiu do seu lugar lá nas primeiras fileiras e veio até atrás onde estávamos e perguntou à Leila se ela desejava vir trabalhar em Portugal com ela!!! Ho ho ho!!! Fala sério!!!
Eu gostaria de falar de cada participante, detalhadamente, mas daí acho que as três ou quatro pessoas que ainda têm paciência para ler minhas mensagens, desistiriam. Então, vou fazer apenas justiça de mencionar a magnífica apresentação de Barbara Harper, que primeiro promoveu uma reconciliação entre doulas e enfermeiras, botando-as para bailar enquanto ela nos apresentava seus dotes musicais. Depois nos brindou com belíssimos partos na água. Pélvico, inclusive. E para não dizerem que eu não sou solidária à vocês que perderam essa oportunidade, conto um segredo de bastidores: ela está DOIDA para ir dar um curso de parto na água no Brasil. Nham, nham, nham! Acho que já existe uma disputa entre dois médicos que querem levá-la… um do sul outro do nordeste. Mas, o eixo Rio-São Paulo pode, e deve, entrar na disputa!!!
Se vocês pensam que eu vou terminar esse mail descrevendo o Ric, enganaram-se. Ele merece ser conhecido "ao vivo" por cada um de vocês, sem a contaminação de impressões feitas por mim ou por outra pessoa. Até porque, tenho certeza que assim como ele é capaz de fazer dezenas de dedicatórias diferentes (eu li algumas) consoante o leitor do seu livro, ele também se mostra conforme o interlocutor.
Ah gente, Zeza é uma simpatia ambulante!!! Calma e forte, serena e determinada… gostaria que ela participasse mais da lista, porque ela  tem MUITO a nos acrescentar com suas experiências. Grande abraço,
 Waleska Nunes - Engenheira Informática


Não irei esquecer este fim de semana e toda a energia positiva e ondas de ocitocina (logo amor) que correram naquele espaço.
Agora mais objectivamente:
Aspecto extremamente positivo para mim foram o painel de oradores convidados, a grande parte deles excelentes comunicadores, muito bem focados no tema e com apresentações bem elaboradas;
Aspectos menos positivos foram os atrasos ao programa que depois impediam o tempo de debate. Reparem que no último dia que se cumpriram os horários houve tempo de debate e que foi, apesar da polémica e tensão, extremamente positivo. Para mim a maior valia de um encontro destes é a partilha de opiniões, a discussão dos vários pontos de vista. Do debate é que nasce a mudança!
Considero que este encontro deixou sementinhas espalhadas pelo pais inteiro em todas as vertentes. Desejo ver o fruto destas sementes num futuro próximo!
Mais uma vez, um grande abraço à Humpar e principalmente à Cristina e Américo pela coragem em avançar com encontro destes que nos proporcionou algo que nunca irei esquecer. Na minha cabeça tenho as centenas de vozes que ouvi naqueles dias, as dezenas de imagens de bebés nascidos em amor. O caminho da mudança é o do amor!!! Obrigada, HUMPAR!!

Zé Valinhas - Doula


Antes de mais, acho que toda a estrutura da Humpar está de parabéns pela qualidade indiscutível dos dias que nos proporcionou a todos!
Confesso que o Congresso superou todas as minhas expectativas. Sinto-me muito feliz e profundamente orgulhosa (no bom sentido!) de ter participado num evento tão marcante como este foi para o nosso país.
Depois disto é impossível tudo continuar na mesma, e foi definitivamente aberta uma porta para a mudança de práticas e mentalidades no nosso país.
Não houve nada que tivesse gostado menos, e mesmo a "guerra" declarada às doulas por parte das enfermeiras foi muito positiva. Pôs a nu as dificuldades da enfermagem neste contexto obstétrico actual e demonstrou mais uma vez que todo o modelo de medicina que vivemos hoje é baseado em relações de poder, perdendo de vista aquilo que é fundamental: a mulher que está a parir e o bebé que nasce.
Do que gostei mais foi do privilégio de assistir à maravilhosa apresentação da Naoli Vinaver - que mulher fantástica! Da Robbie Davis-Floyd gostei particularmente de a conhecer e da oportunidade de ouvir ao vivo e a cores uma das minhas autoras de referência, quer a nível académico , quer a nível pessoal. A Sheila Kitzinger foi fenomenal, do alto da sua sabedoria e linda idade! O Ric foi igual a ele próprio - excelente comunicador e agitador de consciências. Todos os outros foram excelentes! O público foi excelente! ESTAMOS TODOS DE PARABÉNS! Um Abraço, OM SHANTI
Rita Correia - Antropóloga e Doula
 

Foi um 1º GRANDE passo, que acredito começou já a dar os seus frutos, pois mesmo quem pareceu incrédulo com algumas posturas, não vai poder apagar a memória do que foi dito, visto, debatido, vivido. Cada nova futura-grávida/grávida/mãe e cada técnico e ser humano ali presente, não se livrará da memória da ocitocina reinante em tantos momentos. Vamos ser pacientes e dar todos o nosso melhor, com muito amor e respeito. PARABÉNS e, como disse várias vezes nesses 3 dias, estou grata por ter partilhado cada momento, por ter estado lá. Continuo a crescer!Teresa Chuva - Psicóloga clínica
 

Mais uma vez parabéns pela qualidade com que nos presentearam estes dias. Foram inesquecíveis e ainda vão dar muitos frutos. Para mim foi transformador. Estou-vos grata pela coragem, e pelo acreditar. Um grande abraço!! Contem comigo!
Lurdes Rodeia - Enfermeira / Docente
 

As palavras não chegam para exprimir o quanto vos estou grata por terem trazido a este cantinho gente tão especial que me comoveu e tocou de forma única. Sei que neste congresso trabalharam muitas mãos. Muitos corações se empenharam para que tudo saísse bem - confio que passarão a todos este meu agradecimento. Que bom que foi ouvir-vos a todos! Sentir que foram lançadas tantas sementes para que a forma como se nasce mude neste país. O teu testemunho Cristina foi comovente. Recebe o meu abraço solidário e emocionado.
Infelizmente as coisas nem sempre correm como gostamos e eu não pude estar presente nos 3 dias do Congresso - fui apenas na 6ª feira. Mas o que vi e ouvi serviu para me enriquecer como mãe e mulher e nunca esquecerei o que ali vivi. Recordei o nascimento do meu filho e prometi a mim mesma que, na próxima vez, tudo farei para que seja diferente.
Virgínia Mascarenhas - Escriturária


El Congreso me parecio un milagro, como una asociacion tan joven pudo organizar un evento de tanta calidad, con tantos ponentes, de tantas nacionalidades...Es increible. Habeis hecho un trabajo estupendo, un esfuerzo impresionante: ponentes tan importantes como Sheila Kitzinger, Michel Odent, Robbie Davis-Floyd, Barbara Harper, Ricardo Jones, Monserrat, Maria Fuentes y tantos otros... Me parece que nos habeis hecho a todos un grandisimo regalo. He ido a muchos congresos sobre parto y nunca nadie dio tanto por tan poco. Considerando el coste de traer a tantas personas de EEUU, Brasil, Inglaterra, España, me dio miedo que os arruinarais y no haya un II Congreso. La verdad, eso lo pense varias veces: por favor, por favor, que los Torres sobrevivan a esto.
Fue un regalo maravilloso, eso es lo que pienso del Congreso. Besos.
Francisca Fernandez - Advogada - Palestrante e Presidente de EPEN


Claro, sem duvidas que estão de parabéns, pois foi a primeira vez que se abordou um tema que é tão polémico. Gostei de algumas apresentações, nomeadamente a do Dr. Ricardo Jones e do Dr. Michel Odent, gostei também de perceber o que se passa nos outros países e da experiência demonstrada. Penso que o congresso foi muito voltado para doulas e enfermeiras, esquecendo-se que existe outras áreas a trabalhar com a saúde materna e puerpério. Tal como em todas as profissões existem bons e maus profissionais, penso que na minha área actualmente há excelentes profissionais, voltados para a humanização, o toque, a partilha , o amor, que proporcionam à Mãe uma segurança, um conforto, uma dose de "oxitocina", que irão ajudar muito o parto. Penso também que se poderia falar mais sobre o bebé, o momento do nascimento e humanização deste momento. Claro que o saldo é positivo e o que é preciso é pessoas com iniciativa.
Ângela Subtil - Fisioterapeuta na Área de Saúde Materna - Instrutora de Massagem de Bebés


"Tenho andado a pensar sobre o que escrever sobre o congresso mas nem tenho palavras para descrever o que senti nesses 3 dias. A oxitocina (ou hormona do amor como a intitula o Michel Odent) inundou a sala do congresso, foi simplesmente fantástico poder fazer parte de um acontecimento destes, estar no meio de gente que acredita que parir e nascer pode ser maravilhoso...
Conheci gente fantástica, gente de coração bom, gente simpática que luta incansavelmente por um nascimento melhor, gente que apetece trazer para casa. Voltei com mais força e com mais vontade de fazer parte deste caminho e de participar ainda mais avidamente pela humanização do nascimento. Enriqueci a minha biblioteca e trouxe alguns DVD's de nascimentos para mostrar a quem tiver interesse em ver como o nascimento é algo tão intenso como maravilhoso. Foi fantástico estar com aquelas entidades internacionais, a Naolí Vinaver ( parteira mexicana, uma mulher fabulosa, vulcânica), a Sheila Kitzinger, o Michel Odent, o Ric o "Homem de Vidro" e da sua mulher Zeza (com quem estive depois na formação), poder estar com o casal Torres da HumPar os mentores deste congresso e organizadores da formação DONA, da Robbie Davis-Floyd, de ouvir a realidade espanhola através da Francisca Fernandez do "El Parto Es Nuestro", a parteira Mary Zwart e a Barbara Harper, a Debra Pascali-Bonaro (formadora da DONA e com quem estive nesta fim de semana que passou) e tantos outros, ver maravilhosos vídeos de partos.... era capaz de ficar aqui a falar sobre o congresso dias...
Este congresso deu-me ainda mais a certeza que o modo como nascemos marca-nos para o resto das nossas vidas e que para a mãe o momento do parto é precioso é um momento que recordará a vida toda como se do dia anterior se tratasse e por isso é importante que esse momento seja respeitado acima de qualquer coisa, é importante devolver o protagonismo à mulher pois a ela pertence o parto, a sua visão do parto e os seus desejos devem ser respeitados independentemente do tipo de parto. Acima de tudo há que tornar o momento do parto como algo maravilhoso e positivo... estamos longe da realidade de alguns países mas com a força que temos iremos conseguir. Muitos parabéns!!!"
Cristina Esteves Pires da Silva - Engenheira Civil
 

É com muito carinho e respeito que faço este comentário ao I Congresso Internacional pela Humanização do Nascimento em Portugal.
Queria agradecer-vos o vosso empenho na organização deste evento e a possibilidade que me deram de conhecer pessoas fantásticas, quer por parte dos oradores, quer na plateia. É muito bom lidar com pessoas que lutam por uma causa, e que o fazem de coração e não por interesses económicos.
Gostei imenso do congresso! Espero realmente que este tenha sido o primeiro passo de um longo caminho que há a percorrer pelo nascer com dignidade em Portugal. E sabem uma coisa? Eu acredito que sim! Eu acredito que com o carinho e força de vontade com que tudo foi organizado, com a entrega da Cristina, com a paixão do Américo, com a simpatia da Patrícia, com a objectividade da Margarida e com o apoio de tantos outros, vamos conseguir. Um beijo para todos, e obrigada por me fazerem sentir realizada.
Magda Costa - Doula e Instrutora de Massagem Infantil


Nestes dias do Congresso pela humanização do parto, relâmpagos de arco-íris rasgaram o céu e a terra, iluminando o florescer da essência da vida. A única flor que pode mudar o mundo. A verdadeira revolução parte do nascimento. O acto que gera a vida. A vida que temos e que nos empenhamos em conservar.
A luta pelos direitos e pela justiça não pode ser feita se esquecemos o primeiro momento que nos fez vir a este lar chamado TERRA. O nascimento é o acto de amor no seu clímax, o orgasmo da vida. A luta por cuidar de esse momento é o que revoluciona o mundo. A luta pelo amor é gerada nesse cuidado. O orgasmo que faz sair do corpo da mulher um ser tem que ser livre  e levado ao seu máximo. Não podemos deixar que a manipulação tecnocrática invada essa intimidade entre mãe e filho. É nessa intimidade que são geradas as novas gerações. As gerações que vão mudar o que está instaurado. No parto natural é uma forte base da criação de seres mais conscientes e harmoniosos. A violência, a raiva e o desrespeito que hoje assistimos terá muito menos hipótese de sobreviver, se no momento de vir a este planeta, se respeita mãe e filho. Muitas influencias externas dão forma ao comportamento dum ser, mas o nascimento é a força que impulsiona a vida. Estamos a assistir à ascensão do inconsciente colectivo feminino, pela união das mulheres no parto. A força da mulher surge de novo como o rebento que explode e forma a planta. Um grito que não pode deixar de ser ouvido. A união das mulheres no parto é essencial para o ressurgimento do amor nesta sociedade cada vez mais individualista e separatista, geradora de violência.
Durante séculos o feminino foi aniquilado pelo medo ao que o seu poder representa. O clã de mulheres tem de se reunir de novo para gerar a nova força. O importante papel da mulher na gestação é necessário ser reivindicado. A sociedade não pode mais negar esse poder. Nós mulheres, somos as que proporcionamos a vida e temos o direito de a gerar com respeito e amor. É esse amor que invade o planeta e nos fará viver como merecemos. Olhemos para o parto como um ritual sagrado iluminado pela força da lua. O novo ser que nasce tem o direito de vir ao mundo com respeito e carinho.Não pode ser negado nem a ele nem à mãe esse ritual sagrado de amor de tribo.O corpo feminino envia para o mundo relâmpagos de amor de elevada intensidade no momento da saída do bebe pela vagina.Não podemos mais permitir que esse momento seja manipulado por máquinas e mãos masculinas. O homem pode ser necessário no parto, mas não é ele que manda e manipula. A mulher sabe o que fazer. A arma mais poderosa que temos em nossas mãos é a intuição e isso não pode ser mais abafado e escondido. O parto natural restitui o poder à mulher e não há porque temer esse poder. A sociedade sempre o temeu, mas ela vive porque a mulher tem essa força transcendente.
Chegou a hora de o homem reconhecer e aceitar a posição da mulher como mãe de toda a humanidade. Todas temos mãe e sem ela não existiríamos. O masculino e o feminino complementam-se, os dois proporcionam a vida, são importantes e essenciais. Mas, deixemos que cada um faça o seu papel. Já não há mais razão para o masculino ter medo do poder feminino. Há que ultrapassar o medo e aceitar que a mulher tem o poder de gerar e criar e dar-lhe todas as condições para tal.
Rita Antão - Química de Produção


Para nós o Congresso foi algo incrível. Ainda estamos tocados e emocionados com o que alí se passou. Para além da eminente qualidade das palestras, foi evidente a qualidade humana de tantas e tantas pessoas que participaram duma forma ou outra. Sentimos que uma grande mudança está aí a chegar.
Laura Bañuelos e Sérgio Ballester Hernandez - Terapeuta Infantil e Biólogo

 

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