|
|
Comentários da assistência ao
I
Congresso Internacional
Humanização do Nascimento,
Amor e Responsabilidade
3, 4 e
5 de Novembro 2006
Instituto Jean Piaget, Almada, Portugal
(ver poster em pdf)
|
Não posso deixar de agradecer
e de igualmente dizer algo sobre o que
significou para mim este congresso. Dificilmente
consigo fazê-lo sem me emocionar, ainda bem que
o escrevo pois certamente se o tivesse de fazer
oralmente falhar-me-ia a voz, o que de facto
aconteceu durante o congresso como muitos
puderam constatar. Não chorava assim desde o
nascimento do Joseph, qual era a gratidão que
sentia pela vossa presença, quer dos
congressistas quer dos oradores, já para não
falar da já grande família HumPar que ficou
ainda maior e mais rica depois deste evento. É
certo que foram muitos meses de trabalho, de
sacrifício, de noites em branco mas valeu a
pena, especialmente porque o fizemos por e para
cada pessoa que lá esteve e viveu intensamente
estes três dias, e acima de tudo por cada mãe,
bebé e pai que desejamos que venham a usufruir
dos frutos deste congresso e doutras actividades
que anunciaremos brevemente. Foi com muita
alegria que já nos sopraram alguns ventos de
mudança o que nos deixa imensamente felizes e
com mais vontade de seguirmos determinantemente
este caminho a que nos propusemos oficialmente
há nove meses atrás, embora o projecto já
existisse em nosso coração há cinco anos. Uma
nota muito especial de agradecimento à Margarida
Piló que ao conhecer o projecto nos incentivou e
foi como que o “motor de arranque” da HumPar.
Neste percurso temos conhecido imensas pessoas
maravilhosas, dentro e fora do país, e depois
deste congresso ter conhecido pessoalmente
tantas com as quais já tinha contactado
virtualmente e outras que fiquei a conhecer no
momento foi...mais do que posso exprimir em
palavras. Sinto no entanto que gostaria que não
tivesse sido apenas três dias mas trinta para
poder falar individualmente com cada um dos
presentes, ouvir vossas motivações, história,
como tinham chegado ali e poder-lhes agradecer
por vossa presença. Fica aqui o meu humilde
agradecimento e sincera amizade, pois fizeram a
diferença sem dúvida alguma.
A todos quantos vieram de longe quer para falar
quer para ouvir muito obrigado pela vossa
dedicação, ajuda, amizade, solidariedade para
com o nosso país nesta causa. Terem cá estado e
compartilhado vossas experiências e
conhecimentos significou muitíssimo para nós.
Embora já tivesse agradecido pessoalmente a
todos os voluntários da HumPar, funcionários do
Piaget (um elogio para o Ricardo do som e luz
que foi além do profissionalismo) e amigos que
ajudaram, quer no secretariado, na tradução, no
babysitting, obrigado por tudo.
Para a Margarida Piló, a Irene Franco, a Marta
Cruz, a Cathy Besson, Patrícia Monteiro, Ricardo
Jones, delegados, coordenadores e respectivas
famílias apenas posso dizer que sem vocês seria
humanamente impossível, e por isso mais do que
palavras fica a minha gratidão, amizade e honra
por vos ter connosco na frente de batalha.
Não posso deixar de agradecer aos meus dez
filhos por nos acompanharem neste percurso, por
terem vivido juntamente comigo e o pai este
congresso, pelas ideias, opiniões, apoio,
ajudando os irmãos mais novos quando estávamos
mais atarefados com a proximidade do congresso.
Amo-os de todo o meu coração e certamente cada
um contribuiu para que existisse hoje a HumPar.
Ao meu esposo sempre presente na vida e nesta
causa o meu amor e admiração.
PS - Obrigado à Debra, ao Ricardo e Zeza Jones
pelas maravilhosas formações que se seguiram,
pelos frutos que começaram a produzir através de
todos quantos assistiram, para as enfermeiras em
especial, que já fizeram a diferença nas
unidades onde trabalham. Parabéns! Continuem em
frente.
Ana Cristina Torres – Mãe
- Presidente da HumPar
Quando me
falaram pela primeira vez na possibilidade
de organizar este congresso, eu ri-me! Achei
que estavam completamente loucos e que, no
nosso país e com o tempo de existência da
HumPar, isso seria impossível! Mas o casal
Torres é assim mesmo - acredita por
convicção, acredita de coração e move um
mundo inteiro por esta causa. Quem os
conhece sabe bem do que estou a falar!
Sempre disse e continuo a dizer que
os ADMIRO imenso e que os ADORO do fundo do
coração. Bem hajam!
Pelo congresso estamos TODOS, mas mesmo
TODOS de parabéns: a direcção da HumPar, os
delegados, os coordenadores de áreas, os
sócios, os palestrantes, os profissionais
das diversas áreas, as mães, os pais, as
famílias...
Os erros e contratempos aceitáveis pela
nossa inexperiência e algum amadorismo,
serão a nossa base de trabalho para a
organização de futuros eventos deste género
- trabalhámos muito, mas aprendemos ainda
mais!
Estou absolutamente convicta de que esta
porta que se abriu à humanização do
nascimento no nosso país não se fechará
jamais! Estou também esperançosa que a
mensagem tenha passado muito para além
daquelas quatro paredes, o que sei que já se
começa a fazer sentir em alguns
estabelecimentos por onde passam tantas
grávidas, mães, pais e bebés, que tanto mais
merecem de todos nós - um atendimento digno,
respeitado, humanizado que dignifique o
momento único e mágico do nascimento e
perpetue uma maravilhosa memória dessa
vivência! Não é isso que desejamos também
para os nossos filhos? É também por eles que
temos que fazer ouvir a nossa voz e levá-la
a Hospitais, Centros de Saúde, famílias,
casas das vizinhas, amigos, Casas de
Nascimento (hão-de chegar!), à rua, ao nosso
local de trabalho...
Não posso deixar de dizer que, a nível
pessoal, este congresso foi absolutamente
marcante e primordial, possibilitou-me fazer
descobertas interiores que ajudarão a sarar
feridas e a olhar em meu redor e para o
futuro de forma mais risonha e positiva.
Agora sei que as coisas acontecem por alguma
razão!
A energia que senti ao longo dos três dias,
nunca serei capaz de transmitir por palavras
ou por escrito a alguém que não tenha
estado presente - a força e beleza das
imagens, a doçura e frontalidade das
palavras, a emoção dos olhares, o carinho e
afecto dos abraços, o amor que se sentia no
ar... ficarão com cada um de nós para todo o
sempre!
Margarida Piló - Psicóloga - Mãe -
Vice-presidente da HumPar
Pois bem... Eu queria fazer alguns comentários
sobre o nosso congresso e o que eu vislumbro
para o futuro.
Michel Odent costuma comentar que o que ele mais
aproveita de congressos é o que ele escuta e
conversa nos corredores e na hora do "coffee-break". Eu
costumo pensar que o que eu mais tiro de
proveitoso é o que sobra de energia. Aquela
pulsação diáfana e incorpórea que permeia as
sílabas ditas, os abraços de despedida, as
palavras de carinho e os sorrisos.
Pois no ano passado eu conversava com Barbara
Powers, de Monterrey, exactamente sobre estas
questões. Os encontros valem mesmo pelo "quantum"
de energização que resta. E o que se viu em
Almada foi um parto: o nascimento de um
movimento organizado, coeso e forte de defesa
das mulheres. Para mim teve o mesmo significado
do congresso de Fortaleza no ano 2000, quando
criamos a mobilização fundamental para a
consolidação da ReHuNa. Lá, como em Almada, os
humanistas se encontraram e perceberam que,
mesmo havendo divergências e diferenças, havia
uma energia que precisava ser canalizada para a
construção de um movimento forte pela
humanização do nascimento.
Eu senti o mesmo em Portugal.
Percebi as pessoas sequiosas de informação,
mesmo quando questões locais (como as questões
envolvendo enfermeiras obstetras e doulas) eram
tratadas de forma mais espinhosa. Havia uma
ideia de que é necessário unir esforços para que
nossas ideias possam, de verdade, produzir uma
mudança de consciência e paradigmática.
No nosso último dia em Portugal fomos visitar o
maior hospital da região, e ficamos muito
esperançosos de que modificações muito
importantes estão a caminho. Fomos recebidos com
gentileza e de forma muito afectiva pelas
enfermeiras e pela médica responsável no Serviço
de Obstetrícia, o que dificilmente ocorreria em
qualquer hospital da minha cidade. A abertura
para o diálogo, e o reconhecimento de que a
humanização é uma ideia que veio para ficar, são
as maiores esperanças (compartilhados com meu
amigo Américo) que que Portugal vai dar um salto
impressionante nos próximos anos em direcção a
uma atenção mais humanizada ao nascimento.
Caminhei no último dia em que estive em Lisboa
com o triste gosto da despedida. Olhei para Zeza
e perguntei se algum dia viríamos de novo a
Portugal, e ela me respondeu sorrindo:
É claro. Não consigo me sentir dizendo adeus. Só o que me sai da boca é
um 'até breve'.
A Zeza tem razão (como sempre). Sei
que um dia ainda volto a Portugal, para
encontrar a humanização mais sólida e realmente
ajudando a que todas as crianças possam chegar a
este mundo com a marca indelével do carinho, do
amor, do respeito e da alegria.
Não sei se conseguiremos repetir um congresso
tão emocionante quanto este, mas certamente será
mais uma etapa no longo caminho para a dignidade
restituída à mulher no seu momento mais sublime.
Espero realmente poder um dia voltar e, de novo,
a esta terra abraçar.
Ricardo Herbert Jones - Médico Obstetra e
Ginecologista - Conferencista
Este primeiro congresso
da HumPar não só foi muito bem organizado
como contou com a participação de convidados
que para nós são, há muito tempo,
uma referência de peso na área da
investigação e intervenção em gravidez,
parto e parentalidade. As comunicações foram
excelentes em sua grande maioria, e toda a
informação que recebemos foi sempre permeada
por um clima afectivo muito particular. Ou
seja, foram três dias cheios de (bom)
conteúdo, de informação que interessa e de
afectos. Foi daqueles (relativamente raros)
congressos em que saímos plenos, mas com a
sensação de "quero mais". Bom e bonito.
Quanto a sugestões, penso que podemos e
devemos pensar em humanização em duas
frentes: alternativas a parto hospitalar e
parto hospitalar - porque é efectivamente
nos hospitais e maternidades que nascem a
maioria absoluta das nossas crianças. Penso
que se falou pouco sobre isso - quando é
justamente aí que as resistências são
maiores e um trabalho constante e abrangente
pode fazer toda a diferença. As mudanças
podem ser também relativamente mais rápidas
e efectivas do que a instalação e difusão de
um novo modelo (parto domiciliar) no âmbito
do nosso sistema de saúde - que também acho
fazer todo o sentido. Quem procura parto em
casa, já sabe o que quer e com o que conta.
Mas nascer bem devia ser para todos, em
maternidades, hospitais, clínicas, em partos
normais e cesarianas.
Muito trabalho pela frente!
E que venham mais iniciativas! Contem comigo
neste trabalho.
Um abraço grande,
Cláudia Beatriz Fonseca - Psicóloga
Clínica e Educadora para o Nascimento
Sendo difícil mudar
ideias preconcebidas, este congresso, será um
marco na mudança para um mundo melhor.
Que a saúde, ânimo e fé no vosso propósito não
esmoreça , persistindo em mais eventos. A minha
gratidão com um abraço solidário a todos,
incluindo a vossa família porque uns mais,
outros menos, toda foi mobilizada, até o Joseph
com sono meio rabugento, andava de colo em colo
sempre de olho na mãe, cansada por tanto se
dividir.
Glória Charrua -
Parteira
Já vos
agradeci uma vez e volto a fazê-lo, obrigada
pela lufada de ar fresco que trouxeram ao
nosso país, obrigada pela determinação,
empenho e coragem na construção deste
congresso que nos permitiu a todos alargar
horizontes. Tenho a certeza que esta
iniciativa irá dar frutos a longo prazo,
pois as mulheres, mães e pais deste país não
podem esperar mais por nascimentos
humanizados, não podem esperar mais pelo
respeito merecido num dos momentos mais
importantes da nossa história social,
sexual, emocional e afectiva que é o
nascimento de uma criança. Bem hajam!
Luísa Condeço - Doula
Não tive a
oportunidade de assistir a este belo evento.
Informei-me com uma colega que assistiu.
Felicidades e obrigado pelo vosso esforço.
Por favor informem-me quando organizem o próximo
congresso. Muita saúde e alegria.
Núria - Enfermeira fisioterapeuta
(Espanha)
Participei com bastante expectativa e
entusiasmo nos 3 dias do Congresso, apenas
como mãe (parto hospitalar) e como futura
mãe, pois estou com 3 meses de gravidez, na
procura de uma alternativa consciente,
segura e da minha escolha para o parto deste
novo filho. Fiquei, por várias vezes,
emocionada com os testemunhos, evidências
científicas e filmes exibidos, pois todos
eles nos tocam na nossa sensibilidade. Em
particular, emocionei-me bastante com a
frontalidade como a Cristina Torres falou
das suas experiências e da forma tocante e
heróica como soube dar a volta e lutou por
um sonho, que é de todos nós. Achei que o
Congresso foi muito bem organizado e quero
dar formalmente os meus sinceros parabéns a
todas as pessoas envolvidas, pela forma
dedicada e profissional demonstrada. Superou
as minhas expectativas e estou certa que
esta pedrada no charco deixará as suas
marcas para o futuro. Aguardo com igual
expectativa e ansiedade o próximo congresso
em Portugal. Por tudo isto, bem hajam!
Ana Sousa - Assistente Administrativa
Este primeiro
congresso português sobre a
humanização do parto foi um evento
recheado de emoções fortes e
momentos marcantes. Penso que há
palavras e imagens que ficarão para
sempre na memória de quem por lá
passou. Foi um momento para reforçar
convicções, descobrir novos caminhos
e encontrar afinidades! Um
acontecimento destes não pode, com
toda a certeza, deixar de ter
efeitos na forma como os nascimentos
acontecem no nosso país!
Ângela Coelho - Doula, psicóloga e
mãe
Tive a
oportunidade de participar no Iº
Congresso de Humanização do
Parto, e senti que não sou a
única que sonha com cuidados de
saúde personalizados e
humanizados. É bem verdade que
estamos acostumados às actuais
"regras" de cuidados de saúde,
mas através do Congresso, todos
puderam perceber que esta
mudança é possível através de
experiências relatadas pelos
conceituados conferencistas.
Fiquei impressionada com a
"Aura" de amor estabelecida
entre todos que se deixaram
levar por essa energia... Foi
mágico, creio que pode ser assim
sempre que nos unimos com o
mesmo objectivo. Foi emocionante
e enriquecedor. Deixo aqui meus
mais amorosos cumprimentos à
HumPar, e a todas pessoas que
participaram e que se deixaram
envolver pelo mesmo objectivo,
que se resume em amar os outros
como a si mesmos.
Com carinho.
Kátia Bueno - Mãe -
Enfermeira - Doula
Foi com
muito agrado que participei no
congresso realizado em Almada e
sem dúvida que contribuiu para o
meu crescimento tanto pessoal
como profissional. Sem dúvida
que a opinião que a população
tem sobre os cuidados prestados
a nível hospitalar tem a ver com
as vivências de cada um. E estas
nem sempre são as mais
agradáveis... no entanto quero
referir que no meio de alguma
situações marcantes tenho muitas
outras gratificantes em que a
emoção de "dar a luz" é também
vivenciada pelos
profissionais, num turbilhão de
sentimentos agradáveis ... e
isso é que me dá pernas para
andar.... pois cada mulher/casal
que consigo fazer com que tenham
uma participação activa no
trabalho de parto e parto,
independentemente do uso de
terapêutica, consigo que estes
tenham uma autoconfiança
suficiente para que compreendem
e saibam quais as etapas a
atravessar...
Sem dúvida a participação no
congresso sensibilizou-me na
divergência de opiniões, mas
também que há lugar para todos
aqueles que querem ajudar a
mulher na forma como quer viver
o trabalho de parto e parto!!!!
Só lamento em parte que os
Cuidados de Saúde Primários na
vigilância da gravidez sejam o
que são, lamento que nem todos
os profissionais tenham
capacidades para responder e
satisfazer as necessidades de
algumas mulheres, mas lamento
ainda mais que o nosso país
continue com o deficit de
cuidados especializados
dirigidos à população tanto a
nível hospitalar como no Centro
de Saúde devido a carência de
recursos humanos. Lamento que se
tenha que recorrer a outras
mulheres porque nem sempre o
apoio que a parturiente
"quer" é-lhes proporcionado...
mas a confiança e a conquista
desta também é possível se a
mulher estiver preparada para
receber o seu filho pois o
profissional de saúde materna
tem todas estas competências de
ajuda...
Melhores comprimentos...
Teresa
Costa - Enfermeira de nível I a
terminar neste momento a
Especialidade de Saúde Materna e
Obstétrica.
O congresso
da HumPar em Almada foi sem
qualquer dúvida um marco
importante na história e futuro
do parto em Portugal, quer pela
sua qualidade cientifica, quer
pelas emoções geradas, este
congresso abriu um novo caminho
que penso ser sem retorno. O
facto de ter envolvido
profissionais de saúde de várias
áreas cientificas, as doulas que
começam a ter o seu papel junto
das grávidas portuguesas e das
próprias mulheres e mães, foi
extraordinário, contribuindo
certamente para uma abertura de
mentalidades e para que a mulher
volte a ter "o papel principal"
no filme mais importante da sua
vida - a maternidade, e
principalmente no momento que
poderá influenciar todo o
desenrolar do filme - o seu
parto.
Sónia Rocha - Enfermeira
(futura parteira)
Abraço uma profissão que amo
e sinto-me por isso
privilegiada e orgulhosa.
Ser Ginecologista e Obstetra
é muito mais do que poder
partilhar profissionalmente
o nascimento, mas sempre
senti esse momento como a
celebração plena da vida, um
mistério insondável, um
momento de uma magia e
encanto que continua a
emocionar-me.
Penso que esse é
inquestionavelmente um
momento de celebração
familiar (mulher-mãe/homem-pai/amor-filho),
mas represente também como
quase todas as conquistas na
vida um desafio cheio de
riscos, alguns deles, com
desfechos que põe em risco
não só a saúde como mesmo a
vida. Felizmente o progresso
e a investigação
fornecem-nos armas cada vez
mais poderosas para
ultrapassar esses riscos e
tornar o nascimento um
momento mais seguro.
Duvido que haja algum pai ou
alguma mãe, que no momento
do nascimento, não tenha
como prioridade máxima que o
seu filho nasça saudável,
tudo o resto é importante,
mas esse é sem dúvida o
maior objectivo de todos os
que estão envolvidos no
parto.
Penso que qualquer
profissional busca sempre a
melhoria na sua forma de
trabalhar, embora as
motivações possam ser as
mais diversas, a busca da
"perfeição" é das
características humanas que
mais nos distingue dos
outros reinos animais, não
fazemos algo porque sempre
assim foi feito, por rotina,
mas incessantemente
procurámos um modo mais
delicado, bonito,
satisfatório de viver e daí
transformámos por exemplo; o
acto de comer para
sobreviver dos nossos
antecessores pré-históricos,
num acontecimento social,
diversificado, prazenteiro,
festivo, comercial, um
irresistível espectáculo de
cor, sabor e odor.
Eu também busco melhorar na
minha profissão, e sinto a
todos os níveis da sociedade
que uma das facturas a pagar
pelo progresso é a perda de
identidade, o relógio anda
cada vez mais acelerado e
para o acompanhar temos que
massificar a "linha de
produção", esquecendo-nos
frequentemente da arma mais
humana, a linguagem.
Na vertente da saúde julgo
que o diálogo é o melhor
aliado para a Humanização!
Foi com uma enorme
curiosidade que me inscrevi
neste congresso, ao qual
assisti com grande
expectativa e assiduamente.
Ri e chorei. O mesmo é dizer
emocionou-me profundamente,
e saí com a forte
determinação de juntar o meu
braço ao do casal "Fundador"
da HumPar.
Não posso contudo dizer que
a minha voz grita em
uníssono com alguns dos
discursos que ouvi, porém
acredito que todos devemos
trabalhar no sentido de
dignificar o acto tão
especial de trazer filhos ao
mundo.
Continuem assim determinados
mas tentem sempre lutar por
um parto seguro e
saudável... um abraço
caloroso
Andreia Antunes -
Ginecologista/Obstetra
Quero
agradecer-vos do fundo do
coração, a oportunidade que
nos deram em podermos
assistir a uma coisa tão
importante e tão bonita, que
foram estes 3 dias de
congresso. Pelo vosso
esforço e de todas as
pessoas envolvidas, um
grande OBRIGADO. É mesmo de
louvar a vossa iniciativa e
força, assim como o amor à
vida e a união da vossa
família e amigos demonstrada
neste esforço de mudar o
rumo das coisas no nosso
país - é realmente uma
grande lição de vida.
Foi muito interessante -
aprendi imensas coisas, foi
também muito emocionante,
fartei-me de chorar e acima
de tudo vital para mudar ou
começar a mudar mentalidades
e comportamentos. Estão
mesmo de PARABÉNS. E no que
depender de mim, no que
poder ajudar, podem sempre
contar comigo. Estou grávida
já de 35 semana e acho que o
congresso veio influenciar
de uma forma bastante
positiva a ideia que já
tinha do parto, e deu-me
imensa força para as
decisões que de certa
maneira já tínhamos tomado.
Foi muito importante. A
escolha dos congressistas
pareceu-me a muito boa,
entre histórias de levar às
lágrimas, factos históricos
e científicos comprovados e
experiências muito pessoais,
para além das abordagens
mais humanas, mais sociais e
antropológicas ou mesmo as
mais estatísticas, todas
contribuíram para um grande
esclarecimento, fiquei
impressionada com a
qualidade de todos. E o
final foi lindo!!! Nem vale
a pena falar disso, nunca se
viu em lado nenhum um
congresso acabar com a
música dos Beatles. E com um
monte de crianças e jovens a
nos darem música. Foi mesmo
único e muito especial. E
acima de tudo acho lindo e
maravilhoso pensar que isto
tudo nasceu do grande amor
que existe entre vocês os
dois, que criou um dia um
outro ser, fruto desse mesmo
amor e depois outro e outro
e ainda outro e ....
E que acredita ser possível
mudar as coisas. Eu acredito
que isto é o início de algo
importante que está a mudar
a maneira como se pode
nascer e por conseguinte
novas posturas humanas e
seres mais felizes.
Mais uma vez PARABÉNS e
muitas felicidades para
vocês e para o futuro da
HumPar.
Ana Borralho - Actriz,
coreógrafa e artista
plástica.
Vivemos num mundo onde a
abordagem se faz com
sucessivos quebrar de
barreiras, umas
originais, outras
pragmáticas e outras
conservadoras. O que se
assistiu em Almada
durante 3 dias foi
também um continuo
quebrar de barreiras,
mas estas muito mais
importantes do que
qualquer outra porque
envolveu a devolução do
respeito à mulher, quer
na sua condição
propriamente dita de
mulher, quer na sua
condição de mãe. Foram
dias inesquecíveis
sobretudo pelos
depoimentos emocionados
de quem vivenciou
experiências
maravilhosas, para além
do facto de ser ter
conseguido incomodar
consciências que se
acreditavam estarem
tranquilas.
Tive o grato privilégio
de poder partilhar
conhecimentos e
experiências, tive a
grande satisfação de
conhecer imensas pessoas
maravilhosas que também
elas foram enriquecendo
a minha identidade, mas
fundamentalmente tive o
prazer de mais uma vez
partilhar da felicidade,
entusiasmo, amor e
paixão do casal Américo
/Cristina.
Este espaço é
terrivelmente pequeno
para poder expor todo o
sentimento resultante
deste encontro. Mas não
queria deixar de dizer
duas coisas que
considero, neste
momento, importantes: a
primeira, é um sentido
muito obrigado ao
Américo, Cristina e
todos aqueles (sem
excepção) que
conseguiram levantar e
fazer andar este
projecto (que confesso
que no principio me
pareceu irrealista de
ser concretizado),
porque, pela pertinência
dos temas apresentados e
das abordagens feitas
tornaram-se em mais um
contributo forte em prol
da humanização do
nascimento. A segunda, é
um sinal de esperança
que ficou a pairar no ar
e que precisa de ser
concretizada. De
esperança numa viragem
de mentalidades,
atitudes,
comportamentos, relações
e procedimentos em
relação à mulher.
Agora Américo, só falta
concretizar o sonho,
aquele pelo qual também
luto, aquele que dará
ainda mais sentido às
nossas vidas, aquele que
preencheu grande parte
das nossas conversas,
aquele que tem estado
sempre presente, aquele…
Muito Obrigado mais uma
vez e hoje sinto-me
ainda mais feliz e mais
completo pela
experiência que tive a
felicidade de partilhar.
António Ferreira -
Enfermeiro obstetra -
Coimbra
The
congress was a new
experience for Portugal
and the seed is planted.
It will grow into a tree,
wonderful to see and a
benefit to all.
Mary Zwart -
Palestrante e Parteira
holandesa
Gostava de vos dar os
parabéns pelo congresso.
Considero que os temas
abordados foram todos de
grande interesse e o
vosso esforço na
organização foi (penso
eu) notado por todos.
Mas mais importante que
tudo isto, a ideia
que ficou (pelo menos
comigo) é que humanizar
é urgente e só faz
sentido se for feito com
amor, respeito, carinho
e dedicação. Vamos
continuar a lutar pela
humanização! Beijos
humanizados.
Raquel Costa -
Psicóloga
Para
todas as pessoas, segue
um singelo resumo do que
foi o final de semana de
3 a 5 de Novembro em
Portugal.
Alguém aí já se
apaixonou? Paixão pura
mesmo, daquelas que o
coração fica batendo
alucinadamente, a gente
ri à toa, chora à toa,
perde o apetite, ou
devora uma caixa inteira
de chocolates… Pois é,
estar num encontro como
o deste final de semana
foi pior que isso!
(risos)
Na sexta-feira eu pude
compreender porque uma
grande amiga minha diz
que Naolí Vinaver faz
pulsar até os nossos
contidos instintos
homossexuais. Entendam,
eu sou hetero. Mas esta
mulher é um fenómeno.
Ela subiu ao palco para
sua apresentação com uma
típica roupa mexicana,
toda branca. Não tinha
slide show passando na
tela, mas
definitivamente ELA não
precisava. Ela é um
show. Ela anda, murmura,
grita, geme, respira,
sorri, olha… tudo,
profundamente.
A vontade que dá é mudar
para o México e parir
com ela. Como não
dá pra fazer isso, por
hora, eu pelo menos
raptei ela para jantar.
AnaCris, não sofra
muito, mas ela foi no
meu carro, do meu
ladinho, conversando,
rindo e contando caso.
Foi TÃO agradável que eu
quase consigo esquecer o
restaurante vegetariano
em que acabamos jantando
por uma força alheia a
nossa vontade. Mas,
vamos pular essa parte…
No sábado a estrela da
vez foi Robbie
Davis-Floyd que fez com
que a plateia toda
ficasse por quase duas
horas ligadíssima no que
ela estava falando.
Chegamos a lamentar
quando terminou. Ela foi
aplaudida em pé por uns
5 minutos. Melania agora
está convencida de que
seu próximo doutorado
será em Antropologia. E
eu finalmente compreendi
meu amor e meu ódio por
alguns símbolos e
rituais.
Talvez eu me renda
também à uma análise.
Se tivesse que eleger o
melhor dia, seria
seguramente o domingo.
Acho que o clima de
"despedida" contribuiu
para deixar as pessoas
com as emoções mais
afloradas. Penso que
talvez vocês não possam
entender, mas aqui não é
o Brasil… e, nesta
cultura, uma postura
mais contida do que a
nossa é bastante
valorizada.
Mas no domingo as
emoções estavam
evidentes. Olhávamos uns
para os outros sempre
rindo ou chorando.
Muitos abraços. Muitos
apertos de mão. Muita
gente que antes só
observava de longe
passou a participar
activamente. E, o mundo
real imitou o virtual.
Foi uma tarde polémica,
com tensão palpável… e
justamente por isso, foi
extremamente atraente,
excitante e nos deu a
certeza que o encontro
era um êxito total!
As pessoas saíram do
armário. As perguntas
foram feitas e
respondidas. Houve o
atrito, a ebulição, e
por alguns minutos a
discórdia. Aquilo que
estava nos dias
anteriores sendo
murmurado ao pé do
ouvido ganhou voz ao
microfone, e isso foi
extremamente
positivo!
Para não esticar muito o
assunto, o que rolou foi
que depois da palestra
das doulas Carla Guiomar
e Debra Pascali-Bonaro,
quando foi aberto ao
público alguns minutos
para perguntas, algumas
enfermeiras obstetras e
parteiras se fizeram
pronunciar. E o tom era
mais ou menos assim: "Se
tivermos condições
ideais de trabalho, se
pudermos trabalhar como
realmente desejamos,
dando o atendimento para
o qual temos vocação, as
mulheres não precisam de
doulas." Vejam bem, essa
opinião não era unânime,
mas a esmagadora maioria
das enfermeiras que
estavam ali presentes (e
não eram poucas!) viam
na figura da doula uma
RIVAL. Claro que elas
enxergavam a distância
que havia entre suas
formações profissionais,
mas elas estavam ali em
protesto desejando dizer
às mães que elas não as
TROCASSEM por doulas,
porque elas eram mais
apropriadas para
acompanhá-las.
Uma das enfermeiras que
se pronunciou teve a
infelicidade de dizer
que em seus 30 anos de
assistência ao parto, na
maior maternidade de
Portugal, atendendo
milhares de partos,
possivelmente somente um
ou dois não tinham sido
humanizados, e mesmo
assim estas excepções
teriam sido por motivo
de força maior.
Bom, eu prefiro MIL
vezes esse tipo de
guerra declarada do que
a falsa indiferença
aliada a um silencioso
preconceito. Por isso
aplaudi cada uma das
intervenções e acho que
TODAS foram válidas.
Até as equivocadas,
porque foram úteis para
abrir espaço para novos
esclarecimentos.
Não dá para contar tudo
que foi dito, mas vou
puxar sardinha para o
lado da minha hóspede:
Leila. Depois que
enfermeiras e doulas
trocaram réplicas e
tréplicas, que
também mães se
pronunciaram, e que o
clima ainda estava na
base
do "nós" versus "elas",
Leila pediu a palavra.
Gente, sinceramente, foi
fabuloso. Leila se
apresentou dizendo que
era médica obstetra, o
que fez com que TODOS os
rostos se voltassem com
enorme respeito porque
aqui, até mais que no
Brasil, o "doutor" ocupa
um lugar sagrado, meio
de
adoração mesmo. E então
ela disse, com palavras
melhores que as minhas,
mas em síntese, o
seguinte: "Doulas não
querem ocupar o lugar
das enfermeiras ou
parteiras. Doulas não
querem fazer o parto.
Mas, parteiras e
enfermeiras também não
fazem parto. Médicos
também não fazem parto.
Quem faz o parto É A
MULHER! O nosso papel,
de todos nós que
desejamos a humanização
do nascimento, é
devolver o protagonismo
à MULHER!" Gente,
daí foi uma salva de
palmas sem fim… por
parte de doulas, de
mães, de enfermeiras, de
pais… foi lindo, lindo!
Chorei horrores!
Para vocês terem uma
noção, segundos depois,
uma obstetra portuguesa
saiu do seu lugar lá nas
primeiras fileiras e
veio até atrás onde
estávamos e perguntou à
Leila se ela desejava
vir trabalhar em
Portugal com ela!!! Ho
ho ho!!! Fala sério!!!
Eu gostaria de falar de
cada participante,
detalhadamente, mas daí
acho que as três ou
quatro pessoas que ainda
têm paciência para ler
minhas mensagens,
desistiriam. Então, vou
fazer apenas justiça de
mencionar a magnífica
apresentação de Barbara
Harper, que primeiro
promoveu uma
reconciliação entre
doulas e enfermeiras,
botando-as para bailar
enquanto ela nos
apresentava seus dotes
musicais. Depois nos
brindou com belíssimos
partos na água. Pélvico,
inclusive. E para não
dizerem que eu não sou
solidária à vocês que
perderam essa
oportunidade, conto um
segredo de bastidores:
ela está DOIDA para
ir dar um curso de parto
na água no Brasil. Nham,
nham, nham! Acho que já
existe uma disputa entre
dois médicos que querem
levá-la… um do sul outro
do nordeste. Mas, o eixo
Rio-São Paulo pode, e
deve, entrar na
disputa!!!
Se vocês pensam que eu
vou terminar esse mail
descrevendo o Ric,
enganaram-se. Ele merece
ser conhecido "ao vivo"
por cada um de vocês,
sem a contaminação de
impressões feitas por
mim ou por outra pessoa.
Até porque, tenho
certeza que assim como
ele é capaz de fazer
dezenas de dedicatórias
diferentes (eu li
algumas) consoante o
leitor do seu livro, ele
também se mostra
conforme o interlocutor.
Ah gente, Zeza é uma
simpatia ambulante!!!
Calma e forte, serena e
determinada… gostaria
que ela participasse
mais da lista, porque
ela tem MUITO a
nos acrescentar com suas
experiências. Grande
abraço,
Waleska
Nunes - Engenheira
Informática
Não irei esquecer este
fim de semana e toda a
energia positiva e ondas
de ocitocina (logo amor)
que correram naquele
espaço.
Agora mais
objectivamente:
Aspecto extremamente
positivo para mim foram
o painel de oradores
convidados, a grande
parte deles excelentes
comunicadores, muito bem
focados no tema e com
apresentações bem
elaboradas;
Aspectos menos positivos
foram os atrasos ao
programa que depois
impediam o tempo de
debate. Reparem que no
último dia que se
cumpriram os horários
houve tempo de debate e
que foi, apesar da
polémica e tensão,
extremamente positivo.
Para mim a maior valia
de um encontro destes é
a partilha de opiniões,
a discussão dos vários
pontos de vista. Do
debate é que nasce a
mudança!
Considero que este
encontro deixou
sementinhas espalhadas
pelo pais inteiro em
todas as vertentes.
Desejo ver o fruto
destas sementes num
futuro próximo!
Mais uma vez, um grande
abraço à Humpar e
principalmente à
Cristina e Américo pela
coragem em avançar com
encontro destes que nos
proporcionou algo que
nunca irei esquecer. Na
minha cabeça tenho as
centenas de vozes que
ouvi naqueles dias, as
dezenas de imagens de
bebés nascidos em amor.
O caminho da mudança é o
do amor!!! Obrigada,
HUMPAR!!
Zé Valinhas - Doula
Antes de mais, acho que
toda a estrutura da
Humpar está de parabéns
pela qualidade
indiscutível dos dias
que nos proporcionou a
todos!
Confesso que o Congresso
superou todas as minhas
expectativas. Sinto-me
muito feliz e
profundamente orgulhosa
(no bom sentido!) de ter
participado num evento
tão marcante como este
foi para o nosso país.
Depois disto é
impossível tudo
continuar na mesma, e
foi definitivamente
aberta uma porta para a
mudança de práticas e
mentalidades no nosso
país.
Não houve nada que
tivesse gostado menos, e
mesmo a "guerra"
declarada às doulas por
parte das enfermeiras
foi muito positiva. Pôs
a nu as dificuldades da
enfermagem neste
contexto obstétrico
actual e demonstrou mais
uma vez que todo o
modelo de medicina que
vivemos hoje é baseado
em relações de poder,
perdendo de vista aquilo
que é fundamental: a
mulher que está a parir
e o bebé que nasce.
Do que gostei mais foi
do privilégio de
assistir à maravilhosa
apresentação da Naoli
Vinaver - que mulher
fantástica! Da Robbie
Davis-Floyd gostei
particularmente de a
conhecer e da
oportunidade de ouvir ao
vivo e a cores uma das
minhas autoras de
referência, quer a nível
académico , quer a nível
pessoal. A Sheila
Kitzinger foi fenomenal,
do alto da sua sabedoria
e linda idade! O Ric foi
igual a ele próprio -
excelente comunicador e
agitador de
consciências. Todos os
outros foram excelentes!
O público foi excelente!
ESTAMOS TODOS DE
PARABÉNS! Um Abraço, OM
SHANTI
Rita Correia - Antropóloga
e Doula
Foi um 1º GRANDE
passo, que acredito
começou já a dar os
seus frutos, pois
mesmo quem pareceu
incrédulo com
algumas posturas,
não vai poder apagar
a memória do que foi
dito, visto,
debatido, vivido.
Cada nova
futura-grávida/grávida/mãe
e cada técnico e ser
humano ali presente,
não se livrará da
memória da ocitocina
reinante em tantos
momentos. Vamos ser
pacientes e dar
todos o nosso
melhor, com muito
amor e respeito.
PARABÉNS e, como
disse várias vezes
nesses 3 dias, estou
grata por ter
partilhado cada
momento, por ter
estado lá. Continuo
a crescer!Teresa
Chuva - Psicóloga
clínica
Mais uma vez
parabéns pela
qualidade com
que nos
presentearam
estes dias.
Foram
inesquecíveis e
ainda vão dar
muitos frutos.
Para mim foi
transformador.
Estou-vos grata
pela coragem, e
pelo acreditar.
Um grande
abraço!! Contem
comigo!
Lurdes Rodeia
- Enfermeira
/ Docente
As palavras
não chegam
para
exprimir o
quanto vos
estou grata
por terem
trazido a
este
cantinho
gente tão
especial que
me comoveu e
tocou de
forma única.
Sei que
neste
congresso
trabalharam
muitas mãos.
Muitos
corações se
empenharam
para que
tudo saísse
bem - confio
que passarão
a todos este
meu
agradecimento.
Que bom que
foi
ouvir-vos a
todos!
Sentir que
foram
lançadas
tantas
sementes
para que a
forma como
se nasce
mude neste
país. O teu
testemunho
Cristina foi
comovente.
Recebe o meu
abraço
solidário e
emocionado.
Infelizmente
as coisas
nem sempre
correm como
gostamos e
eu não pude
estar
presente nos
3 dias do
Congresso -
fui apenas
na 6ª feira.
Mas o que vi
e ouvi
serviu para
me
enriquecer
como mãe e
mulher e
nunca
esquecerei o
que ali
vivi.
Recordei o
nascimento
do meu filho
e prometi a
mim mesma
que, na
próxima vez,
tudo farei
para que
seja
diferente.
Virgínia
Mascarenhas
-
Escriturária
El Congreso
me parecio
un milagro,
como una
asociacion
tan joven
pudo
organizar un
evento de
tanta
calidad, con
tantos
ponentes, de
tantas
nacionalidades...Es
increible.
Habeis hecho
un trabajo
estupendo,
un esfuerzo
impresionante:
ponentes tan
importantes
como Sheila
Kitzinger,
Michel Odent,
Robbie
Davis-Floyd,
Barbara
Harper,
Ricardo
Jones,
Monserrat,
Maria
Fuentes y
tantos otros...
Me parece
que nos
habeis hecho
a todos un
grandisimo
regalo. He
ido a muchos
congresos
sobre parto
y nunca
nadie dio
tanto por
tan poco.
Considerando
el coste de
traer a
tantas
personas de
EEUU,
Brasil,
Inglaterra,
España, me
dio miedo
que os
arruinarais
y no haya un
II Congreso.
La verdad,
eso lo pense
varias veces:
por favor,
por favor,
que los
Torres
sobrevivan a
esto.
Fue un
regalo
maravilloso,
eso es lo
que pienso
del Congreso.
Besos.
Francisca
Fernandez -
Advogada -
Palestrante
e Presidente
de EPEN
Claro,
sem duvidas
que estão de
parabéns,
pois foi a
primeira vez
que se
abordou um
tema que é
tão
polémico.
Gostei de
algumas
apresentações,
nomeadamente
a do Dr.
Ricardo
Jones e do
Dr. Michel
Odent,
gostei
também de
perceber o
que se passa
nos outros
países e da
experiência
demonstrada.
Penso que o
congresso
foi muito
voltado para
doulas e
enfermeiras,
esquecendo-se
que existe
outras áreas
a trabalhar
com a saúde
materna e
puerpério.
Tal como em
todas as
profissões
existem bons
e maus
profissionais,
penso que na
minha área
actualmente
há
excelentes
profissionais,
voltados
para a
humanização,
o toque, a
partilha , o
amor, que
proporcionam
à Mãe uma
segurança,
um conforto,
uma dose de
"oxitocina",
que irão
ajudar muito
o parto.
Penso também
que se
poderia
falar mais
sobre o
bebé, o
momento do
nascimento e
humanização
deste
momento.
Claro que o
saldo é
positivo e o
que é
preciso é
pessoas com
iniciativa.
Ângela
Subtil -
Fisioterapeuta
na Área de
Saúde
Materna -
Instrutora
de Massagem
de Bebés
"Tenho
andado a
pensar sobre
o que
escrever
sobre o
congresso
mas nem
tenho
palavras
para
descrever o
que senti
nesses 3
dias. A
oxitocina
(ou hormona
do amor como
a intitula o
Michel Odent)
inundou a
sala do
congresso,
foi
simplesmente
fantástico
poder fazer
parte de um
acontecimento
destes,
estar no
meio de
gente que
acredita que
parir e
nascer pode
ser
maravilhoso...
Conheci
gente
fantástica,
gente de
coração bom,
gente
simpática
que luta
incansavelmente
por um
nascimento
melhor,
gente que
apetece
trazer para
casa. Voltei
com mais
força e com
mais vontade
de fazer
parte deste
caminho e de
participar
ainda mais
avidamente
pela
humanização
do
nascimento.
Enriqueci a
minha
biblioteca e
trouxe
alguns DVD's
de
nascimentos
para mostrar
a quem tiver
interesse em
ver como o
nascimento é
algo tão
intenso como
maravilhoso.
Foi
fantástico
estar com
aquelas
entidades
internacionais,
a Naolí
Vinaver (
parteira
mexicana,
uma mulher
fabulosa,
vulcânica),
a Sheila
Kitzinger, o
Michel Odent,
o Ric o
"Homem de
Vidro" e da
sua
mulher Zeza
(com quem
estive
depois na
formação),
poder estar
com o casal
Torres da
HumPar os
mentores
deste
congresso e
organizadores
da formação
DONA, da
Robbie
Davis-Floyd,
de ouvir a
realidade
espanhola
através da
Francisca
Fernandez do
"El Parto Es
Nuestro", a
parteira
Mary Zwart e
a Barbara
Harper, a
Debra
Pascali-Bonaro
(formadora
da DONA e
com quem
estive nesta
fim de
semana que
passou) e
tantos
outros, ver
maravilhosos
vídeos de
partos....
era capaz de
ficar aqui a
falar sobre
o congresso
dias...
Este
congresso
deu-me ainda
mais a
certeza que
o modo como
nascemos
marca-nos
para o resto
das nossas
vidas e que
para a mãe o
momento do
parto é
precioso é
um momento
que
recordará a
vida toda
como se do
dia anterior
se tratasse
e por isso é
importante
que esse
momento seja
respeitado
acima de
qualquer
coisa, é
importante
devolver o
protagonismo
à mulher
pois a ela
pertence o
parto, a sua
visão do
parto e os
seus desejos
devem ser
respeitados
independentemente
do tipo de
parto. Acima
de tudo há
que tornar o
momento do
parto como
algo
maravilhoso
e
positivo...
estamos
longe da
realidade de
alguns
países mas
com a força
que temos
iremos
conseguir.
Muitos
parabéns!!!"
Cristina
Esteves
Pires da
Silva -
Engenheira
Civil
É com
muito
carinho
e
respeito
que faço
este
comentário
ao I
Congresso
Internacional
pela
Humanização
do
Nascimento
em
Portugal.
Queria
agradecer-vos
o vosso
empenho
na
organização
deste
evento e
a
possibilidade
que me
deram de
conhecer
pessoas
fantásticas,
quer por
parte
dos
oradores,
quer na
plateia.
É muito
bom
lidar
com
pessoas
que
lutam
por uma
causa, e
que o
fazem de
coração
e não
por
interesses
económicos.
Gostei
imenso
do
congresso!
Espero
realmente
que este
tenha
sido o
primeiro
passo de
um longo
caminho
que há a
percorrer
pelo
nascer
com
dignidade
em
Portugal.
E sabem
uma
coisa?
Eu
acredito
que sim!
Eu
acredito
que com
o
carinho
e força
de
vontade
com que
tudo foi
organizado,
com a
entrega
da
Cristina,
com a
paixão
do
Américo,
com a
simpatia
da
Patrícia,
com a
objectividade
da
Margarida
e com o
apoio de
tantos
outros,
vamos
conseguir.
Um beijo
para
todos, e
obrigada
por me
fazerem
sentir
realizada.
Magda
Costa -
Doula e
Instrutora
de
Massagem
Infantil
Nestes
dias do
Congresso
pela
humanização
do
parto,
relâmpagos
de
arco-íris
rasgaram
o céu e
a terra,
iluminando
o
florescer
da
essência
da vida.
A única
flor que
pode
mudar o
mundo. A
verdadeira
revolução
parte do
nascimento.
O acto
que gera
a vida.
A vida
que
temos e
que nos
empenhamos
em
conservar.
A luta
pelos
direitos
e pela
justiça
não pode
ser
feita se
esquecemos
o
primeiro
momento
que nos
fez vir
a este
lar
chamado
TERRA. O
nascimento
é o acto
de amor
no seu
clímax,
o
orgasmo
da vida.
A luta
por
cuidar
de esse
momento
é o que
revoluciona
o mundo.
A luta
pelo
amor é
gerada
nesse
cuidado.
O
orgasmo
que faz
sair do
corpo da
mulher
um ser
tem que
ser
livre e
levado
ao seu
máximo.
Não
podemos
deixar
que a
manipulação
tecnocrática
invada
essa
intimidade
entre
mãe e
filho. É
nessa
intimidade
que são
geradas
as novas
gerações.
As
gerações
que vão
mudar o
que está
instaurado.
No parto
natural
é uma
forte
base da
criação
de seres
mais
conscientes
e
harmoniosos.
A
violência,
a raiva
e o
desrespeito
que hoje
assistimos
terá
muito
menos
hipótese
de
sobreviver,
se no
momento
de vir a
este
planeta,
se
respeita
mãe e
filho.
Muitas
influencias
externas
dão
forma ao
comportamento
dum ser,
mas o
nascimento
é a
força
que
impulsiona
a vida.
Estamos
a
assistir
à
ascensão
do
inconsciente
colectivo
feminino,
pela
união
das
mulheres
no
parto. A
força da
mulher
surge de
novo
como o
rebento
que
explode
e forma
a
planta.
Um grito
que não
pode
deixar
de ser
ouvido.
A união
das
mulheres
no parto
é
essencial
para o
ressurgimento
do amor
nesta
sociedade
cada vez
mais
individualista
e
separatista,
geradora
de
violência.
Durante
séculos
o
feminino
foi
aniquilado
pelo
medo ao
que o
seu
poder
representa.
O clã de
mulheres
tem de
se
reunir
de novo
para
gerar a
nova
força. O
importante
papel da
mulher
na
gestação
é
necessário
ser
reivindicado.
A
sociedade
não pode
mais
negar
esse
poder.
Nós
mulheres,
somos as
que
proporcionamos
a vida e
temos o
direito
de a
gerar
com
respeito
e amor.
É esse
amor que
invade o
planeta
e nos
fará
viver
como
merecemos.
Olhemos
para o
parto
como um
ritual
sagrado
iluminado
pela
força da
lua. O
novo ser
que
nasce
tem o
direito
de vir
ao mundo
com
respeito
e
carinho.Não
pode ser
negado
nem a
ele nem
à mãe
esse
ritual
sagrado
de amor
de
tribo.O
corpo
feminino
envia
para o
mundo
relâmpagos
de amor
de
elevada
intensidade
no
momento
da saída
do bebe
pela
vagina.Não
podemos
mais
permitir
que esse
momento
seja
manipulado
por
máquinas
e mãos
masculinas.
O homem
pode ser
necessário
no
parto,
mas não
é ele
que
manda e
manipula.
A mulher
sabe o
que
fazer. A
arma
mais
poderosa
que
temos em
nossas
mãos é a
intuição
e isso
não pode
ser mais
abafado
e
escondido.
O parto
natural
restitui
o poder
à mulher
e não há
porque
temer
esse
poder. A
sociedade
sempre o
temeu,
mas ela
vive
porque a
mulher
tem essa
força
transcendente.
Chegou a
hora de
o homem
reconhecer
e
aceitar
a
posição
da
mulher
como mãe
de toda
a
humanidade.
Todas
temos
mãe e
sem ela
não
existiríamos.
O
masculino
e o
feminino
complementam-se,
os dois
proporcionam
a vida,
são
importantes
e
essenciais.
Mas,
deixemos
que cada
um faça
o seu
papel.
Já não
há mais
razão
para o
masculino
ter medo
do poder
feminino.
Há que
ultrapassar
o medo e
aceitar
que a
mulher
tem o
poder de
gerar e
criar e
dar-lhe
todas as
condições
para
tal.
Rita
Antão -
Química
de
Produção
Para nós
o
Congresso
foi algo
incrível.
Ainda
estamos
tocados
e
emocionados
com o
que alí
se
passou.
Para
além da
eminente
qualidade
das
palestras,
foi
evidente
a
qualidade
humana
de
tantas e
tantas
pessoas
que
participaram
duma
forma ou
outra.
Sentimos
que uma
grande
mudança
está aí
a
chegar.
Laura
Bañuelos
e Sérgio
Ballester
Hernandez
-
Terapeuta
Infantil
e
Biólogo
|
|