Os padrões confirmam que as crianças têm potencial para crescer
o mesmo, em qualquer parte do mundo
O novo Padrão de Crescimento Infantil (PCI) da OMS, divulgado
hoje (27/4/06), para a fase de Lactente até aos 5 anos de idade,
proporciona pela primeira vez, dados científicos e orientadores
sobre a forma como cada criança deverá crescer.
Independentemente da região em que se nasça, o novo PCI,
confirma que, desde que sejam dadas iguais condições de início
de vida, as crianças têm o mesmo potencial de crescimento a
nível de altura e peso. Naturalmente que há diferenças entre as
crianças, mas em diversas populações, regionais e globais, a
média de crescimento é muito similar. Por exemplo, crianças da
Índia, Noruega e Brasil mostraram padrões de crescimento
similares quando lhes eram proporcionadas condições saudáveis na
primeira infância. Os novos padrões provam que as diferenças de
crescimento até aos cinco anos são mais influenciadas pela
nutrição, práticas de alimentação, ambiente e cuidados de saúde
do que com factores genéticos e étnicos.
(…)
Os novos padrões são o resultado de um estudo intensivo iniciado
pela OMS em 1997 para desenvolver uma nova norma internacional para
avaliar o crescimento físico, estado nutricional e desenvolvimento
motor de todas as crianças desde o nascimento até aos cinco anos. A
OMS e o seu principal parceiro, a Universidade das Nações Unidas,
levaram a cabo o estudo de referência de crescimento multi-centro
(MGRS, Mulicentre Growth Reference Study), um projecto com base na
comunidade e que envolveu diversos países, bem como mais de oito mil
crianças oriundas do Brasil, Gana, Índia, Noruega, Omã e Estados
Unidos da América.
As crianças foram seleccionadas tendo em conta as condições
adequadas ao óptimo crescimento: práticas de alimentação
recomendadas, cuidados de saúde, mães não fumadoras e outros
factores associados com bons resultados para a saúde.
(…)
O novo padrão baseia-se assim, em crianças
alimentadas com leite materno como norma essencial para o
crescimento e desenvolvimento da criança. Isto assegura,
pela primeira vez, a coerência entre os instrumentos
utilizados para avaliar o crescimento, e as directrizes
nacionais e internacionais sobre a alimentação infantil que
recomenda a amamentação como a melhor fonte de nutrição
durante a primeira infância. A partir de agora poder-se-á
avaliar, valorizar e medir com precisão os resultados do
aleitamento materno e da alimentação complementar.
“Os Padrões de Crescimento Infantil da OMS é a melhor
ferramenta para providenciar os melhores cuidados de saúde e
nutrição para todas as crianças do mundo” diz a Dr. Adenik
Grange, Presidente da Associação Internacional de Pediatria.
O Director Executivo desta mesma associação, Dr. Jane
Scholler acrescenta “ incentivamos todos os nossos
associados, espalhados pelo mundo a utilizarem estes
padrões, em defesa das nossas crianças, e que interfiram
junto dos governos, para que estas sejam as tabelas
adoptadas nos seus países”.
(…)
O primeiro deste conjunto de gráficos, inclui indicadores
como o comprimento/altura por idade e, peso por
comprimento/altura. Pela primeira vez, é incorporado o
Índice de Massa Corporal padrão para crianças até aos 5
anos, assim como “Janelas de Realização” para os seis marcos
chave no desenvolvimento motor, como sentar, ficar de pé e
andar.
“Os novos padrões são importantes para pais, profissionais
de saúde e outros profissionais que avaliem o crescimento e
desenvolvimento da criança a um nível individual ou
populacional”, comenta o Dr. Cutberto Garza (Bóston College,
USA), Director do Programa Alimentar e de Nutrição da
Universidade das Nações Unidas e responsável pelo estudo
MGRS.
Fonte:
OMS
Tradução:
BioNascimento
Outras tabelas podem ser consultadas
aqui